12-3-30: a caminhada que promete queimar mais que a corrida

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Pessoas caminhando em esteiras de academia - Metrópoles

A ideia de que só a corrida emagrece está sendo colocada em xeque por um treino simples, intenso e cada vez mais popular nas academias: o 12-3-30. Baseado em fazer caminhada na esteira com alta inclinação, o método ganhou fama nas redes sociais por prometer alto gasto calórico com menos impacto nas articulações. Mas será que funciona mesmo? Especialista explica o que há por trás da tendência.

Entenda

Pessoas usando esteiras em academia - Metrópoles
Caminhar em inclinação queima 7% mais gordura do que correr

Por que a caminhada 12-3-30 virou febre

O nome pode soar estranho, mas a execução é simples: . O esforço é alto — e é justamente isso que chama atenção de quem busca emagrecer sem correr.

Segundo Fernando Castro, nutricionista esportivo e professor de educação física, o método faz sentido do ponto de vista fisiológico. “A inclinação elevada aumenta significativamente o custo energético do exercício, eleva a frequência cardíaca e recruta de forma mais intensa a musculatura dos membros inferiores, especialmente glúteos, quadríceps e panturrilhas”, explica.

Esse maior recrutamento muscular resulta em mais calorias gastas durante o treino, um dos pilares centrais do processo de emagrecimento.

E a queima de gordura?

Um dos questionamentos mais comuns é sobre o tipo de combustível usado pelo corpo durante o 12-3-30. Por ser um exercício de intensidade moderada a alta, o organismo tende a utilizar mais carboidratos como fonte de energia. Mas isso não significa que a gordura não será reduzida.

“O que realmente importa para o emagrecimento é o déficit calórico total ao longo do dia, ou seja, gastar mais calorias do que se consome”, destaca Castro. Se o treino aumenta de forma consistente o gasto energético, ele contribui diretamente para a perda de gordura, independentemente do substrato predominante durante o exercício.

Mulher correndo na esteira da academia - Metrópoles
A inclinação elevada da esteira aumenta significativamente o custo energético do exercício, eleva a frequência cardíaca e recruta de forma mais intensa a musculatura de membros inferiores

Menos impacto, mais adesão

Outro ponto forte do método é a vantagem articular. Por ser baseado na caminhada, mesmo com inclinação elevada, o impacto sobre joelhos, tornozelos e quadris é bem menor do que na corrida.

Isso reduz o risco de lesões e amplia o público que pode aderir ao treino. “Iniciantes, pessoas com sobrepeso ou histórico de dores articulares conseguem manter a regularidade, que é decisiva para resultados a longo prazo”, afirma o especialista.

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Não existe milagre

Apesar da fama nas redes sociais, o 12-3-30 não funciona sozinho. Para que o emagrecimento aconteça, a alimentação precisa estar alinhada ao objetivo.

“Quando o método é associado a uma dieta estruturada para perda de gordura, ele entrega exatamente o que promete: aumento do gasto energético, estímulo cardiovascular eficiente, menor impacto articular e alta aderência”, resume Fernando Castro.

Em outras palavras, não é mágica — mas é um caminho possível, seguro e eficiente para quem quer sair do óbvio e queimar mais calorias caminhando.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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