
Há pouco mais de dois anos, o Metrópoles publicou a denúncia de uma garota de programa que afirmou ter levado um calote após atender aos desejos sexuais — e até apaixonados — de um deputado federal durante 24 horas.
À época, a identidade do parlamentar foi mantida em sigilo. Ocorre que o personagem principal daquela história voltou a figurar em uma nova polêmica envolvendo uma profissional do sexo. O deputado citado na matéria era Luciano Alves (PSD-PR), o mesmo parlamentar que protagonizou um barraco com uma garota de programa na noite dessa quarta-feira (25/3), no Lago Sul, área nobre de Brasília.
Depois do amor, o calote
A primeira polêmica ocorreu em dezembro de 2023. O encontro ocorreu na casa da própria contratada. Em entrevista ao Metrópoles, ela contou que o deputado, que já a conhecia, acabou indo até a casa dela, sem avisar. Eles almoçaram juntos, fizeram um tour em Brasília, se encontraram com outras pessoas da política em uma boate e, em casa, tomaram banho juntos e fizeram sexo oral.
A garota de programa diz ter deixado claro que cobraria pelo papel de acompanhante do deputado, o parlamentar teria dito que pagaria com a condição de que eles não falassem sobre preços durante as horas em que estivessem simulando uma vida de casal.
No outro dia, quando o expediente já havia acabado, a profissional do sexo compartilhou a chave Pix com Luciano, mas não teve o retorno que gostaria.
O deputado federal teria afirmado que só receberia no dia 20 daquele mês, ressaltando ter arcado com todo o consumo do acompanhante durante o período que estavam juntos.
No dia 20 daquele mês, nada de pagamento. Pela noitada, a garota de programa cobrou R$ 2,6 mil, dinheiro que nunca recebeu.
Barraco com GP
O último barraco envolvendo uma profissional do sexo e o parlamentar ocorreu na noite dessa quarta (25/3), quando, por volta das 23h30, ele, que estava em um restaurante, abordou a mulher e, em seguida, entrou no carro dela para negociar o programa.
Durante a negociação, houve divergência sobre o valor cobrado. A mulher teria pedido R$ 1 mil, enquanto o deputado se recusava a pagar e afirmava outro valor.
A discussão rapidamente escalou. Em meio ao bate-boca, o parlamentar reagiu com agressividade: “Vai se foder, R$ 3 mil?”.
De acordo com a testemunha, o deputado teria dado tapas na mulher durante a confusão.
Assessora também se envolveu
Durante a confusão, a assessora do parlamentar também se exaltou.
A mulher ofendeu a garota de programa e ordenou que ela deixasse o local. Segundo relatos de uma testemunha, ela ainda jogou um copo de cerveja na vítima e passou a ofendê-la.
“Ela é uma mulambeira, não vale nada e fica te provocando?”, disse Letícia, segundo a gravação feita, à qual a coluna teve acesso em primeira mão. Em outro momento, ordenou: “Cala a boca e vai embora”.
Ainda durante o desentendimento, o deputado afirmou: “Eu não posso bater em mulher, mas é mulher com mulher aí”. Por fim, a assessora disse: “Luciano, você vai perder tempo com puta? De buceta laceada?”.
Procurada pela coluna, a PMDF afirmou que a vítima relatou que, durante um jantar, o parlamentar, que estava em uma mesa próxima, proferiu ofensas e xingamentos direcionados a ela e seus acompanhantes, sendo que testemunhas e funcionários do local confirmaram a existência do atrito verbal e o teor das ofensas.
Após a mulher demonstrar interesse em representar criminalmente pelo crime de injúria, as equipes policiais realizaram a condução de todos os envolvidos à 5ª Delegacia de Polícia (Área Central).
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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