5 erros que podem causar picos de glicose, mesmo sem ter diabetes

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Ilustração colorida de açúcar no sangue, a glicose - Metrópoles

Quando se fala em controle da glicose, muitas pessoas pensam imediatamente em diabetes. No entanto, mesmo quem não tem a doença pode experimentar picos de açúcar no sangue ao longo do dia. Essas oscilações podem gerar sintomas como cansaço, fome frequente, dificuldade de concentração e maior desejo por doces.

Em muitos casos, alguns hábitos alimentares comuns acabam favorecendo essas variações.

Comer alimentos ricos em carboidratos sem combiná-los com proteínas, fibras ou gorduras saudáveis pode levar a um aumento rápido da glicose no sangue. Pão branco, biscoitos ou frutas consumidos sozinhos tendem a ser absorvidos mais rapidamente pelo organismo.

A ordem dos alimentos também pode influenciar a resposta glicêmica. Quando a refeição começa diretamente com arroz, massas ou pães, a glicose tende a subir mais rapidamente. Iniciar pelas fibras dos vegetais e depois consumir proteínas pode ajudar a desacelerar esse processo.

Refrigerantes, sucos industrializados, cafés muito adoçados e bebidas energéticas são rapidamente absorvidos pelo organismo. Como são líquidos e geralmente pobres em fibras, provocam aumentos rápidos da glicose no sangue.

Longos períodos de jejum podem aumentar a fome e favorecer escolhas alimentares mais impulsivas na refeição seguinte. Isso pode levar ao consumo excessivo de alimentos ricos em açúcar ou carboidratos refinados, favorecendo picos glicêmicos.

Produtos industrializados, como doces, bolos prontos, biscoitos e snacks, costumam combinar açúcar, farinha refinada e gorduras de baixa qualidade. Essa combinação favorece oscilações rápidas da glicose e pode estimular o ciclo de fome e vontade por mais alimentos doces.

Manter a glicose mais estável ao longo do dia não é importante apenas para pessoas com diabetes. Reduzir esses picos também contribui para mais saciedade, melhor controle do peso e níveis de energia mais constantes. Pequenas mudanças na forma de montar as refeições podem fazer grande diferença na saúde.

Juliana Andrade(*) Juliana Andrade é nutricionista formada pela UnB e pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional. Escreve sobre alimentação, saúde e estilo de vida

 

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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