Janeiro chega carregado de promessas: começar a academia, mudar hábitos, organizar a vida financeira, investir na carreira, cuidar mais da saúde mental. O problema é que, na maioria das vezes, o entusiasmo dura pouco — e logo surge a velha autossabotagem. O resultado? Cansaço, procrastinação, culpa e frustração.
Leia também
-
Autossabotagem: saiba como reconfigurar o cérebro e romper o ciclo
-
Novas metas para 2026? Veja seis dicas para cumpri-las no ano que vem
-
Por que o cérebro tenta sabotar metas e como mudar isso em 2026
-
Do plano à prática: dicas para sustentar metas no ano de 2026
Em busca do porquê tantas pessoas acabam se sabotando, mesmo querendo mudar, a coluna Claudia Meireles conversou com a neurocientista Leninha Wagner. De acordo com a expert não é a falta de vontade que inibe a realização das promessas de Ano-Novo, mas o mecanismo de proteção do cérebro — moldado por experiências passadas, medos e crenças limitantes.
“Muitas vezes de forma inconsciente, a mente cria barreiras que impedem o seu progresso pessoal, emocional e profissional. São pensamentos, ações ou comportamentos que vão contra os próprios objetivos e desejos, mantendo o indivíduo preso em um ciclo de limitação”, explica.
Quando a mente te autossabota
Como resultado, a autossabotagem cria um ciclo vicioso com efeitos profundos na saúde física, emocional e mental, favorecendo a má alimentação, sedentarismo e até mesmo insônia. E o pior: podendo levar ao desenvolvimento de doenças psicossomáticas como cefaleia, problemas gastrointestinais e de pele.
A sensação de estagnação ou incapacidade alimenta quadros de ansiedade e, em casos mais graves, pode evoluir para depressão. Além disso, a autossabotagem compromete a qualidade dos relacionamentos e o desempenho profissional, gerando isolamento e sensação de inadequação, alerta Leninha Wagner.
Interrompendo ciclos
Para driblar essa condição, aprender a reconhecer os gatilhos comportamentais é o primeiro passo. Além disso, é preciso fracionar as grandes metas em pequenos atos, de forma que cada ação realizada gera mais motivação ao invés de frustração, aproximando-se de forma consciente de objetivo.
Fracionar grandes metas e objetivos em pequenas ações ajuda o cérebro a não abandonar tarefas
Além disso, a neurocientista destaca que a psicologia clínica é uma das aliadas mais importantes. Isso porque estar atrelado a um acompanhamento ajuda o paciente a trabalhar aspectos emocionais, cognitivos, comportamentais, corporais e até espirituais.
“Esse método permite que o paciente explore as raízes de seus comportamentos, ressignifique crenças negativas e fortaleça sua relação consigo mesmo. O objetivo é ajudar a pessoa a se reconectar com seu “eu autêntico”, proporcionando não apenas alívio dos sintomas, mas também uma transformação profunda na maneira como lida com seus desafios e busca seus objetivos”.
Neurocientista Leninha Wagner
Segundo a profissional, procurar ajuda profissional é um ato de coragem e um passo essencial para romper o ciclo de autossabotagem e alcançar uma vida mais plena e satisfatória.
Para saber mais, siga o perfil da coluna no Instagram.

Deixe um comentário