O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) usou as redes sociais nesta sexta-feira (2/12) para lamentar a prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro. “Após quase 3 anos de prisão domiciliar, mais um cidadão que não cometeu crime algum é condenado e preso de forma ilegal”, alega Carlos.
Após quase 3 anos de prisão domiciliar, mais um cidadão que não cometeu crime algum é condenado e preso de forma ilegal. Filipe G. Martins tem sua juventude ceifada pela canetada de um juiz. Os acusados, absolutamente todos, afirmaram que Filipe não participou de reunião de…
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) January 2, 2026
Filipe Martins foi assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República durante o governo de Jair Bolsonaro.
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Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro
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Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro
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Filipe Martins é acusado de ajudar em plano de golpe de Estado em 2022
Reprodução / Agência Brasil
Ele foi preso preventivamente na manhã desta sexta, pela Polícia Federal. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão, após o réu utilizar redes sociais estando em prisão domiciliar, o que é expressamente proibido. Martins já havia tido a prisão domiciliar decretada, em 27/12, e agora será encaminhado ao presídio de Ponta Grossa (PR).
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Moraes, na decisão, considerou que o uso de redes sociais por Martins foi um “total desreseito” às normas impostas pela Justiça e às instituições democráticas.
Envolvimento na trama golpista
Filipe Martins é acusado de ter participado da articulação da “minuta do golpe”, acerca da trama golpista pós-eleições de 2022. Ele foi condenado a 21 anos de prisão pela Primeira Turma do STF, porém ainda aguarda análise de recursos para o trânsito em julgado da ação.
Carlos alega que Martins teria sido preso em 2023 por uma “viagem que não fez e, se tivesse feito, não teria problema algum”.
A defesa de Filipe Martins alega que ele não descumpriu medidas cautelares e que ele seria um “preso político”. A advogado do ex-assessor de Bolsonaro afirma que a defesa irá se reunir para decidir os próximos passos.

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