As embaixadas dos Estados Unidos e da Venezuela, em Brasília, amanheceram sem nenhuma movimentação anormal de pessoas neste sábado (3/1) após o ataque norte-americano que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
O Metrópoles visitou as sedes das embaixadas e encontrou no local somente funcionários dos dois países, sem nenhuma movimentação diferente que chamasse a atenção. Um pouco desgastada, a bandeira venezuelana estava hasteada normalmente.
Até a atualização mais recente desta reportagem, não havia nenhuma manifestação marcada para os locais. Em agosto e outubro de 2025, grupos fizeram atos na Embaixada dos Estados Unidos em protesto ao Tarifaço e também a favor da Palestina.
Veja imagens das embaixadas:
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As embaixadas dos Estados Unidos e da Venezuela em Brasília amanheceram sem nenhuma movimentação de pessoas neste sábado (3/1)
LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
O Metrópoles visitou as sedes das embaixadas e encontrou no local somente funcionários dos dois países
LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Embaixada da Venezuela
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Embaixada dos EUA em Brasília
LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
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Ministros e assessores do governo Lula farão reunião de emergência às 10h deste sábado (3/1) no Palácio do Itamaraty para discutir a invasão da Venezuela e a captura do ditador Nicolás Maduro anunciadas mais cedo por Donald Trump.
EUA x Venezuela
- Os Estados Unidos atacaram, neste sábado (3/1), diversas regiões da Venezuela.
- O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que capturou o presidente Nicolás Maduro.
- A Embaixada dos EUA em Bogotá afirmou estar ciente diante das explosões em Caracas e pediu para que nenhum norte-americano viaje até a Venezuela por “nenhum motivo e evite as fronteiras da Venezuela com a Colômbia, o Brasil e a Guiana”.
- Desde o início da ofensiva militar norte-americana na região, sob o pretexto de combater o tráfico internacional de drogas, as tensões se prolongaram.
- Em meio ao agravamento do cenário, Maduro passou a ser o principal alvo das ameaças de Trump. Isso porque o presidente da
- Venezuela é apontado como chefe do Cartel de los Soles — grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.
Trump confirmou ter capturado Maduro e o levado para fora do país venezuelano. A informação foi divulgada na rede Truth Social. Segundo Trump, o governo norte-americano atacou a Venezuela.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa”, afirmou Trump.
O presidente norte-americano acrescentou que a operação foi realizada em “conjunto com as forças de segurança americanas” e que uma coletiva de imprensa será realizada ainda hoje.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, exigiu uma prova de vida de Maduro. Segundo Delcy Rodríguez, ele está desaparecido junto com a primeira-dama Cília Flores.
O governo venezuelano acusou os Estados Unidos de atacar a região. Em comunicado, o presidente Nicolás Maduro declarou emergência em todo o país.
O governo venezuelano afirmou rejeitar a “grave agressão militar perpetrada pelo governo atual dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelanos nas localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e nos estados Miranda, Aragua e La Guaira”.
Manifestação de Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou neste sábado (3/1) sobre os ataques na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou Lula.
Ele acrescentou ainda que, “atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.
“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”, destacou Lula.

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