Horas antes de os EUA confirmarem o ataque militar e as capturas do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, o governo da Venezuela já havia declarado estado de emergência após registrar fortes explosões em bases militares e em um aeroporto na capital Caracas, ainda nas primeiras horas da madrugada deste sábado (3).
“Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus artigos 1 e 2, que garantem o respeito à soberania, a igualdade jurídica entre os Estados e a proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, especialmente na América Latina e no Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas”, afirma o comunicado oficial.
Explosões foram registradas em várias regiões da capital, assim como nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Antes de ser capturado por agentes norte-americanos, foi o próprio presidente Nicolás Maduro que decretou estado de emergência em todo o país.
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No comunicado, de acordo com autoridades venezuelanas, a intenção dos ataques seria “se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, especialmente petróleo e minerais”.
Além disso, destaca que a vida de milhões de pessoas está sob grave risco com a escalada do conflito. Por fim, a Venezuela informou que levará o caso ao Conselho de Segurança da ONU, à CELAC e ao MNOAL, exigindo responsabilização dos Estados Unidos pelo ocorrido.
Solidariedade mundial
O governo venezuelano também declarou que se reserva o direito à legítima defesa e pediu solidariedade mundial na condenação à ofensiva estrangeira.
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