Marina Silva condena intervenção dos EUA na Venezuela: “Crises não se resolvem com bombas”

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A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a acreana Marina Silva, manifestou-se oficialmente neste sábado (3) sobre a intervenção militar na Venezuela. Em posicionamento firme, a ministra destacou que, embora acumule críticas ao regime de Nicolás Maduro, a força bruta não é o caminho para a democracia.

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Marina Silva/Foto: Reprodução 

Marina abriu sua declaração enfatizando a ética na política: “Princípios e valores não podem ser relativizados. Mesmo tendo fortes divergências em relação aos graves erros, retrocessos democráticos e práticas autoritárias promovidas pelo governo de Nicolás Maduro, é fundamental afirmar com clareza: nada disso justifica uma intervenção militar dessa natureza”.

Para a ministra, a ação externa ignora acordos internacionais e “reabre feridas históricas de intervenções externas na América Latina e no Caribe”. Ela defendeu que os direitos humanos e a soberania não devem ser impostos pela lógica do “mais forte”.

“Caminhos autoritários não se combatem com mais autoritarismo, nem crises políticas se resolvem com bombas”, pontuou Marina Silva, reforçando que a solução deve vir por meio do multilateralismo e da ONU.

Ao final, a ministra defendeu o papel mediador do país: “O Brasil, fiel à sua tradição diplomática, deve seguir envidando todos os esforços diplomáticos pela reconquista da democracia venezuelana, pela cooperação entre os povos e pela preservação da nossa região como uma zona de paz”.

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