
A morte do desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Maurício Miranda aconteceu após ele sofrer falência renal e hepática. Miranda morreu neste domingo (4/1), aos 60 anos, em um hospital de Goiânia (GO), onde foi internado em 1° de janeiro.
As informações foram confirmadas pelo 1º vice-presidente do TJDFT, desembargador Roberval Belinati. À coluna, Belinati afirmou que a suspeita é de que a morte tenha sido proveniente de uma leptospirose. Porém, ainda não houve confirmação clínica de que Miranda estava infectado com a doença.
“Após a realização de exames, passou-se a suspeitar de leptospirose. Infelizmente, apesar do tratamento adotado, não houve resposta clínica satisfatória. Na madrugada deste 4 de janeiro, o quadro evoluiu para falência renal e hepática, culminando em seu falecimento. Até o momento, não há diagnóstico definitivo, mas condições de saúde pré-existentes, como diabetes, podem ter contribuído para a gravidade do quadro e dificultado sua recuperação”, informou Belinati à reportagem.
Em setembro de 2025, Belinati deu uma entrevista com Maurício Miranda para o canal oficial do TJDFT. Na conversa, Miranda afirmou que, independentemente do cargo que se ocupa, o importante é “fazer um bom serviço para a sociedade”. “Cada dia é um dia de aprendizado”, acrescentou.
Veja a entrevista:
O velório de Maurício Miranda foi marcado para as 8h30 desta segunda-feira (5/1). O sepultamento será às 11h no cemitério Campo da Esperança, em Brasília, Capela 1.
Quem era Maurício Miranda
Maurício Miranda tomou posse no cargo em janeiro de 2023. Antes, atuava como procurador de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT).
Com longa carreira no MP, Maurício Miranda ganhou notoriedade quando atuou como promotor do triplo homicídio do ex-ministro José Guilherme Villela, da esposa Maria Villela e da funcionária Francisca Nascimento da Silva, no caso conhecido como Crime da 113 Sul.
Miranda também atuou como promotor no julgamento dos jovens que atearam fogo ao indígena pataxó Galdino Jesus dos Santos, enquanto ele dormia em uma parada de ônibus no DF. O desembargador também atuou no caso do assassinato do jornalista Mário Eugênio e do homicídio da estudante Maria Cláudia Del’Isola.
Formado em direito pela Universidade de Brasília (UnB) e em economia pelo Centro Universitário do DF (UDF), ele era mestre em direito pela Universidade Católica de Brasília (UCB) e foi professor de direito penal por mais de 15 anos.
Antes de ingressar na carreira de promotor de Justiça do MPDFT, em 1991, ele exerceu o mesmo cargo no Ministério Público de Goiás (MPGO).
No MPDFT, atuou no Júri de Taguatinga (1991 até 1994), de Brasília (de 1994 até 2017), na Promotoria de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-Vida), de 2017 até 2019, na 12ª Procuradoria de Justiça Cível do MPDFT, no Conselho Superior e na 1ª Câmara de Coordenação e Revisão.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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