Após 2 dias de espera, brasileiros "presos" no Caribe chegam ao Brasil

Material cedido ao Metrópoles
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Brasileiros que estavam “presos”, desde o último sábado (3/1), em Aruba, no Sul do Caribe, ao Norte da costa da Venezuela, devido ao fechamento do espaço aéreo venezuelano, retornaram ao Brasil na manhã desta segunda-feira (5/1).

Eles desembarcaram no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). O voo deveria deixar o país caribenho às 23h de sábado, no horário local, mas o voo foi cancelado porque sobrevoaria o espaço aéreo venezuelano, afetado pelo ataque dos Estados Unidos à capital Caracas.

Ao Metrópoles, a empresária Fernanda Souza, de 30 anos, detalhou que conseguiu embarcar, mas que alguns brasileiros não conseguiram vaga no voo e ainda seguem no Caribe. Ela disse, ainda, que no voo havia muitos assentos livres.

Alguns brasileiros, segundo ela, estão tendo de pagar cerca de R$ 2 mil reais para remarcar os voos. Uma das pessoas que ainda está em Aruba informou que tentou embarcar no voo que saiu nesta segunda, mas foi informada de que não havia disponibilidade.

Procurada pelo Metrópoles, a Gol confirmou que o voo que trazia os brasileiros, vítimas do cancelamento de sábado, foi feito e pousou em Guarulhos na manhã desta segunda.

Situação semelhante

Em situação semelhante, uma família de brasileiros, que tem cidadania norte-americana, também enfrenta problemas para deixar Aruba e retornar aos EUA. A dentista Nanci de Felippe chegou à ilha com a família no dia 29 de dezembro, com previsão de retornar para Charlotte, na Carolina do Norte, no último sábado.

Por conta da operação militar dos EUA na Venezuela, e o fechamento do espaço aéreo do país, o voo pela companhia American Airlines, acabou sendo cancelado e remarcado para o domingo. Em meio a novas alterações, Nanci, o marido e os filhos de 12 e 14 anos acabaram sendo realocados para um novo voo, previsto para sair no próximo sábado (10/1).

Em entrevista ao Metrópoles, a dentista afirmou que a família não recebeu apoio da companhia aérea norte-americana, tampouco uma nova hospedagem. Com a falta de suporte da American Airlines, os brasileiros tiveram de pagar por uma nova estadia na ilha.

Além disso, o Consulado dos EUA também foi procurado pela família, mas não deu respostas que solucionassem o problema.

“Nossa esperança é conseguir sair de Aruba antes que nossa hospedagem no novo hotel expire”, diz Nanci. “Nós não contactamos o Brasil porque não estamos com o passaporte brasileiro, mas acreditamos que a resposta do Brasil teria sido melhor do que a que estamos tendo da companhia área dos EUA, e de autoridades norte-americanas”, acrescenta a dentista.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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