Casa Branca diz que Trump preservará relações com Putin e Xi Jinping

Justin Lane – Pool/Getty Images
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A Casa Branca afirmou nesta terça-feira (7/1) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve manter boas relações com Vladimir Putin e Xi Jinping, apesar das tensões geradas por ações dos EUA contra a Venezuela e pela apreensão de um petroleiro de bandeira russa.

“Eu acredito que o presidente mantém relações muito abertas, honestas e boas tanto com o presidente Putin da Rússia quanto com o presidente Xi da China”, afirmou Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca.

Segundo ela, Trump conversou diversas vezes com os dois líderes desde que reassumiu o cargo, há cerca de um ano, e esses vínculos pessoais devem continuar.

Apesar disso, a porta-voz deixou claro que a política externa dos EUA seguirá orientada por interesses nacionais. “O presidente vai implementar a política que for melhor para os Estados Unidos da América”, disse.

Embargo ao petróleo venezuelano

Leavitt também defendeu a apreensão de navios que transportem petróleo venezuelano, afirmando que a medida faz parte da aplicação rigorosa do embargo imposto a Caracas. Segundo ela, apenas o comércio considerado legítimo por Washington será autorizado.

“Isso significa aplicar o embargo contra todas as embarcações da frota clandestina que transportam petróleo venezuelano ilegalmente”, afirmou. “Essa é a política desta administração, e ele não tem medo de implementá-la.”

Desde a ação militar norte-americana em Caracas, capital da Venezuela, no último fim de semana, a Rússia adotou uma postura dura e condenou os acontecimentos que culminaram na captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

O governo chinês acompanhou o Kremlin e descreveu ter ficado ” em choque” com a ofensiva.

“A China está profundamente chocada e condena veementemente o uso flagrante da força pelos EUA contra um Estado soberano e a ação contra seu presidente, Nicolás Maduro”, afirmou o porta-voz da chancelaria chinesa.

Em nota divulgada na terça-feira (6/1), o Ministério das Relações Exteriores russo condenou o que chamou de “ameaças neocoloniais flagrantes e agressão armada externa” contra a Venezuela. 

Navio russo e direito do mar

A tensão aumentou ainda mais nesta quarta, após a interceptação do navio Bella 1/Marinera pelos Estados Unidos, em águas internacionais. O Ministério dos Transportes da Rússia afirmou que a ação viola a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982.

“Nenhum Estado tem o direito de usar a força contra navios devidamente registrados nas jurisdições de outros Estados”, afirmou o órgão em comunicado.

Segundo Moscou, o Marinera possuía autorização temporária para navegar sob bandeira russa desde 24 de dezembro de 2025.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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