Governo diz que canetas emagrecedoras no SUS custariam R$ 8 bilhões

SES-DF/Reprodução
Apreensão Mounjaro

A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que o GDF estuda incluir medicamentos à base de tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, no protocolo de atendimento para perda de peso da rede pública. A medida, porém, esbarra no alto custo: as chamadas canetas emagrecedoras ainda não fazem parte do SUS e podem gerar um impacto orçamentário de até R$ 8 bilhões, segundo o Ministério da Saúde.

As canetas injetáveis surgiram como opções de medicamentos para tratar a diabetes tipo 2. A perda de peso passou a ser estudada como uso terapêutico principal em pessoas com obesidade ou sobrepeso.

De acordo com o governo federal, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) não recebeu nenhum pedido para incorporação do medicamento ao programa.

Em agosto do ano passado, a Conitec havia dado parecer desfavorável à incorporação dos princípios ativos semaglutida (Ozempic) e liraglutida (Saxenda), considerando – entre outras razões – o impacto orçamentário de mais de R$ 8 bilhões anuais ao SUS.

O valor representaria quase o dobro do orçamento do Farmácia Popular em 2025, conforme informações repassadas pela pasta.

O Mounjaro é um medicamento de alto custo vendido em caixas com quatro canetas para um mês de uso. Os preços variam conforme a dose e o local da compra. O valor cheio da caixa é de R$ 1.907,29 (2,5 mg) e R$ 2.384,34 (5 mg).

Com o objetivo de estimular a concorrência no setor e diminuir os preços de mercado, o Ministério da Saúde solicitou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) priorize o registro de novos medicamentos compostos pelos princípios ativos semaglutida e liraglutida.

“Os municípios, estados e o Distrito Federal podem adotar relações específicas e complementares de medicamentos para fornecimento no SUS. Nesses casos, a aquisição é de responsabilidade exclusiva do ente federativo”, afirmou o ministério.


Tratamento para obesidade no SUS


Mounjaro no SUS de Rondônia

A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) aprovou, por unanimidade, um projeto de lei que autoriza a oferta do medicamento Mounjaro (tirzepatida) pelo SUS no estado.

A proposta também inclui o Saxenda (liraglutida) e passa a integrar o Programa Estadual de Assistência Integral à Obesidade e ao Diabetes Mellitus Tipo 2.

O texto é de autoria do deputado Luís do Hospital (MDB) e já havia tramitado pelas comissões temáticas da Casa antes de seguir para votação em plenário. A aprovação ocorreu no último dia 10 dezembro, durante sessão ordinária, sem votos contrários.

Com a aprovação no Legislativo, o projeto segue agora para análise e eventual promulgação pelo governo estadual.

Estudo do GDF

De acordo com Celina, a intenção do GDF é oferecer o tratamento com tirzepatida para pacientes com obesidade mórbida.

“Porque isso é política de pública de saúde sim”, afirmou Celina. Segundo a governadora, muitos pessoas com 200 quilos, com 150 quilos precisam do tratamento mas não tem condições de acesso.

“A tecnologia de ponta tem que estar a disposição do SUS para as pessoas que mais precisam. Você imagina o número de cirurgias que vamos economizar, o número de pessoas que não vão sofrer infartos pelo excesso de peso. Nós vamos investir sim em saúde, em esporte, muito em educação”, assinalou Celina.

A governadora solicitou o começo dos estudos para a adoção do protocolo de tratamento para perda de peso à Secretaria de Saúde do DF. “Vários estados já adotaram protocolos locais”, comentou. Para Celina, é inegável que o tratamento tem mostrado resultados para pessoas com condições de pagar pelo medicamento.

O Metrópoles procurou a Secretaria de Saúde do DF para detalhar o estudo mencionado por Celina Leão, mas não retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.

 

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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