Justiça mantém preso homem que espancou professor até a morte no DF

Imagem cedida ao Metrópoles
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O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve preso Guilherme Silva Teixeira (foto em destaque), de 24 anos, suspeito de espancar até a morte o professor João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho.

A conversão da prisão em flagrante em preventiva ocorreu nessa quarta-feira (7/1), durante audiência de custódia. Na ocasião, o magistrado ressaltou a gravidade do crime.

“O contexto do modus operandievidencia especial periculosidade do agente, tornando imprescindível a constrição cautelar para a garantia da ordem pública”, afirmou.

O motivo torpe e o emprego de violência também foram enfatizados na decisão do magistrado.

Para o juiz, as ações de Guilherme demonstram a “necessidade da prisão preventiva para prevenir a reiteração delitiva e assegurar a credibilidade do Poder Judiciário perante a população”.


Entenda o caso


“Era só para dar um se liga”

Em depoimento à Polícia Civil (PCDF), o assassino disse que não tinha a intenção de matar o professor, e que a agressão era apenas para “dar um se liga” na vítima por causa de um gesto.

Veja vídeo:

No interrogatório prestado após a sua prisão, o assassino detalhou a agressão que matou o professor. Guilherme contou que havia chegado às 5h45 ao local e se deparou com João minutos depois.

“Cheguei lá para esperar meu patrão sair, para a gente poder ir trabalhar. Só que aí do nada eu vi um rapaz vindo e atravessando a rua. Eu nunca vi ele na minha vida, não sei quem era aquele rapaz [João]”, contou.

Questionado sobre o crime estar relacionado à homofobia, o assassino afirmou que “não tem nada contra”, mas não gostou do “gesto” feito. “Não foi minha intenção prejudicar a vida dele. Era realmente só para dar um ‘se liga’ nele”, acrescentou.

Nesse momento, o professor teria gesticulado algo a Guilherme, que interpretou como um gesto sexual. Foi quando o autor atravessou a rua para tirar satisfação com o professor e o agrediu.

“Aí eu dei o primeiro murro nele, entendeu? Comecei a pisar nele. E, tipo assim, não foi minha intenção matar ele. Era só para dar uma surra mesmo, só para não passar batido. Não sei nem o que que deu na cabeça, não era para ter acontecido isso”, detalhou.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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