Em carta a Lula, Lewandowski relata motivo para pedido de demissão

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Presidente Lula se reúne com o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino e Ex-Ministro do STF, Ricardo Lewandowski

Na carta de demissão entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, justifica seu pedido de desligamento por “razões de caráter pessoal e familiar”.

O documento foi entregue ao petista nesta quinta-feira (8/1) no Palácio do Planalto, pouco antes do evento que marcou os três anos dos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro. A oficialização da exoneração de Lewandowski será publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (9/1).

“Sirvo-me do presente para, respeitosamente, apresentar o meu pedido de exoneração do cargo de Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, por razões de caráter pessoal e familiar, a partir de 9 de janeiro de 2026“, diz a carta.

No pedido, o ministro afirma ter conviccção de que exerceu “as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos”.

Lewandowski ressaltou se sentir privilegiado por “continuar servindo ao país” depois de se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele ocupou uma das cadeiras da Corte entre 2006 e 2023 e tomou posse na pasta em fevereiro de 2024.

O ministro também enviou um comunicado aos servidores e colaboradores do MJSP, fazendo um balanço da sua gestão.

De acordo com auxiliares do ministro, a decisão de antecipar a saída ganhou força após Lula confirmar, em dezembro, que pretende desmembrar o atual Ministério da Justiça e Segurança Pública em duas pastas. A mudança reduziria o poder do cargo.

Sucessor

O Metrópoles apurou que o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, é um dos principais cotados para assumir o cargo deixado por Lewandowski.

O jurista atuou como secretário de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil no início do terceiro mandato do presidente Lula. A pasta é responsável por decretos e portarias publicados no DOU. Ele deixou o cargo para ocupar a parte jurídica da estatal.

A articulação pelo nome de Lima e Silva estaria sendo feita pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o advogado-geral da União e indicado de Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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