Nutricionistas explicam por que algumas pessoas não podem comer chia

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Foto colorida de semente de chia em colher - Metrópoles

A chia é um alimento altamente nutritivo, rico em fibras, ômega-3, proteínas e minerais. Apesar de ser uma boa opção para quem quer melhorar a rotina alimentar, especialistas ouvidos pelo Metrópoles alertam que o consumo da semente pode não ser benéfico para alguns grupos.

Segundo a nutricionista Isis Helena Buonso, do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo, o principal problema está relacionado justamente a um dos atributos mais importantes da semente: a alta quantidade de fibras. O fator pode ser prejudicial para quem sofre com condições gastrointestinais, como:

“A chia é fonte de ambas as fibras, insolúveis e solúveis, sendo que esta última absorve grande quantidade de água e forma um gel no trato digestivo. Em indivíduos com histórico de distúrbios gastrointestinais, o consumo pode causar distensão abdominal, gases, dor, constipação ou até risco de obstrução, especialmente se a semente foi ingerida seca ou sem hidratação adequada”, alerta a especialista.

Indivíduos com doenças inflamatórias intestinais em fase, como doença de Crohn, também podem sentir os mesmos sintomas.

Pessoas com dificuldade de mastigação ou deglutição devem evitar a chia por risco de engasgo.“Em contato com líquidos, ela se expande e pode provocar obstrução esofágica”, explica a nutricionista Taynara Abreu, do Hospital Mantevida, em Brasília.

Embora seja incomum, é possível ter alergia à semente de chia. Taynara aponta que o consumo excessivo ou sem orientação pode interferir na absorção de minerais e causar desconfortos no organismo.


Pessoas que não deveriam consumir chia


Como substituir a chia

Quando é indicado evitar a chia, a semente pode ser facilmente substituída por outras opções. A troca mais correta dependerá do objetivo nutricional. Veja as principais alternativas:

“Todo alimento, mesmo considerado saudável, deve estar inserido dentro de um contexto seguro, considerando questões individuais, estado clínico e o contexto alimentar de cada pessoa. A orientação de um nutricionista é fundamental para garantir segurança e benefícios reais”, finaliza Isis.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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