Xabi Alonso caiu no Real Madrid mesmo com quase 75% de aproveitamento

Jose Breton/Pics Action/NurPhoto via Getty Images
Imagem colorida de Xabi Alonso

O Real Madrid anunciou nesta segunda-feira (12/1) o desligamento de Xabi Alonso do comando técnico da equipe. A decisão veio dias após a derrota por 3 x 2 para o Barcelona, na Supercopa da Espanha, e chamou atenção pelo alto aproveitamento do treinador no cargo.

Em 34 partidas à frente do clube, Xabi Alonso somou 24 vitórias, quatro empates e seis derrotas, desempenho de 74,5% de aproveitamento. Mesmo assim, o Real optou pela saída do treinador e, em nota, afirmou que a decisão foi tomada em comum acordo.

No cenário esportivo, o momento não indicava uma crise. Na La Liga, o Real Madrid ocupa a segunda colocação, quatro pontos atrás do Barcelona, ainda vivo na disputa pelo título. Na Champions League, a equipe aparecia em sétimo lugar na fase de liga, dentro da zona de classificação direta para as oitavas de final.

Apesar dos números, a passagem de Xabi Alonso foi marcada por problemas internos. Os jogadores brasileiros, por exemplo, estiveram no centro desse desgaste. Vini Jr perdeu protagonismo e passou a ser substituído com frequência, Rodrygo alternou entre reserva e titular em meio a indefinições de posição, e Endrick praticamente não foi utilizado, o que resultou no empréstimo para o Lyon.

Outra pressão enfrentada pelo treinador veio da torcida. Após o anúncio do fim da passagem de Xabi como técnico, muitos torcedores comemoraram a decisão. “Graças a Deus”, escreveu um deles. Outro também concordou com a demissão, mas destacou a importância do ex-treinador para o clube: “Finalmente, mas Xabi continuará sendo uma lenda para os madridistas”.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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