Suzane von Richthofen tumultua liberação de corpo do tio em delegacia

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Mapa astral de Suzane von Richthofen, de 2021, viraliza: "Narcisista" - Metrópoles

Condenada a mais de 39 anos de prisão pela morte dos pais, Suzane von Richthofen, causou tumulto no 27º Distrito Policial (Campo Belo), na zona sul de São Paulo, no último sábado (10/1), ao reivindicar a liberação do corpo tio materno, o médico Miguel Abdalla Neto, 76, encontrado morto no dia anterior, em sua residência, na mesma região da cidade.

Segundo fonte policial ouvida pelo Metrópoles, a documentação havia sido iniciada por uma prima do médico. No entanto, Suzane tentou tomar a frente, sob o argumento de ter o parentesco necessário para assumir os trâmites. Toda essa movimentação provocou atraso na  finalização da papelada.

Surpresos, policiais que estavam de plantão a reconheceram Suzane. Ela havia se apresentado no DP com o nome atual, Suzane Louise Magnani Muniz, que passou a utilizar após o casamento com o médico Felipe Zecchini Muniz, com quem teve um filho.

Ainda conforme o relato, Suzane também foi até o IML onde estava o corpo do tio na tentativa — sem sucesso — de liberar o corpo do parente — que foi ex-inventariante do espólio e tutor de Andreas von Richthofen, filho mais novo do casal assassinado e irmão de Suzane.

Morte suspeita

Apesar de não haver sinais de violência ou indícios de crime, o boletim de ocorrência sobre o encontro do cadáver de Miguel Aballa, na rua Baronesa de Bela Vista, em Vila Congonhas,  foi registrado como morte suspeita e é objeto de inquérito na delegacia, a mesma responsável pelo boletim de ocorrência do assassinato dos pais de Suzane a mando dela, em outubro de 2002, crime executado pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos.

Ao longo das investigações sobre o assassinato dos pais, Suzane chegou a prestar depoimento no 27º DP ao menos duas vezes acompanhada do tio.


Tio de Suzane von Richthofen encontrado morto


Quem era o tio de Suzane von Richthofen

O médico Miguel Abdalla era tutor de Andreas, irmão de Suzane, e ex-inventariante dos bens de Marísia e Manfred Richthofen, assassinados em 2002 pelos irmãos Cravinhos, a mando da própria filha.

Em julho de 2005, após completar 18 anos, Andreas assumiu o lugar de Abdalla como inventariante, após Suzane solicitar o afastamento dele. No processo, ela alegou que o tio estava sonegando bens do espólio.

Em 2006, Abdalla acionou a Justiça para dizer que Suzane foi vista “rondando” a casa onde ele vivia com a mãe e Andreas. A informação levou a um pedido de prisão preventiva pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos e 6 meses de prisão por duplo homicídio triplamente qualificado. Atualmente, ela cumpre a pena em regime aberto desde janeiro de 2023.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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