
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, reiterou, nesta terça-feira (13/1), que a ilha não está à venda e que “não será governada pelos Estados Unidos”. Ele afirmou ainda que escolheu a Dinamarca em vez do país norte-americano.
Durante uma coletiva de imprensa, Nielsen afirmou que seu país escolheu a Dinamarca em vez dos Estados Unidos. Nas últimas semanas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a ameaçar a ilha, demonstrando interesse em anexar o território.
“Uma coisa precisa ficar clara para todos: a Groenlândia não quer ser propriedade dos EUA; a Groenlândia não será governada pelos EUA; a Groenlândia não quer fazer parte dos EUA”, destacou Nielsen.
A Otan e a Groenlândia
Segundo ele, a Groenlândia escolhe a Dinamarca em vez dos Estados Unidos, assim como opta pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e pelo Reino Unido.
“Escolhemos a Groenlândia que conhecemos hoje, que faz parte do Reino da Dinamarca”, afirmou Nielsen.
Ele acrescentou que este não é um momento para discussões internas e divisões, mas para permanecer unido e construir uma comunidade que sabe o que quer.
Otan
Após atacar a Venezuela e capturar Nicolás Maduro, Trump passou a ameaçar outros países. Entre eles está a Groenlândia, ilha que o republicano tem demonstrado interesse em anexar. As investidas colocam a Otan sob pressão para garantir a segurança da região autônoma, controlada pela Dinamarca.
A aliança é baseada no princípio da defesa coletiva, segundo o qual um ataque contra um de seus membros é considerado ofensiva contra todos.
As ameaças mobilizaram a Otan internamente. Autoridades britânicas se reuniram com aliados, como Alemanha e França, para discutir uma possível missão de segurança na ilha.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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