
A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) abriu investigação sobre as condições de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília (DF). Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão acusado de liderar uma organização criminosa que autou em trama golpista e tentativa de Golpe de Estado.
A investigação foi instaurada após a DPDF receber ofícios enviados pelo senador Izalci Lucas (PL) e pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). Os parlamentares defendem que a defensoria faça inspeção presencial no local de custódia, verificação da assistência médica e avaliação de medidas de caráter humanitário.
Diante dos ofícios, a DPDF instaurou procedimento para investigar o caso, dentro exercício de suas atribuições constitucionais de fiscalização e garantia de direitos fundamentais de pessoas sob a custódia do Estado.
“A instituição esclarece que atua de forma técnica, imparcial e independente, sem juízo prévio de mérito, e que eventuais apurações seguem os trâmites legais e institucionais”, pontuou a DPDF, em nota enviada ao Metrópoles.
Saúde de Bolsonaro
Na semana passada, o ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu uma queda e bateu a cabeça em um móvel na cela onde cumpre pena. Segundo a equipe médica de Bolsonaro, ele sofreu um traumatismo cranino leve. No dia seguinte, com a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro deixou a superintência da PF e foi até um hospital particular da capital realizar exames, que constataram traumatismo craniano leve. Em seguida, Bolsonaro retornou para cela.
Familiares, amigos e aliados políticos defendem que a situação de saúde de Bolsonaro é delicada e pedem a transferência do ex-presidente para a prisão domiciliar.
“Ele precisa de supervisão 24 horas por dia”, afirmou senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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