EUA alerta cidadãos americanos para deixarem o Irã "imediatamente"

Alex Wong/Getty Images
Presidente dos EUA, Donald Trump, responde a perguntas da imprensa durante uma reunião com executivos do setor de petróleo e gás no Salão Leste da Casa Branca, em 9 de janeiro de 2026, em Washington, DC - Metrópoles

O governo dos Estados Unidos alertou, nesta terça-feira (13/1), que cidadãos norte-americanos devem deixar o Irã “imediatamente”, diante da intensificação dos protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei e do aumento da repressão estatal no país.

O aviso foi divulgado pela Embaixada dos EUA responsável pelo Irã, em um comunicado de segurança válido para todo o território iraniano.

“Os cidadãos americanos devem deixar o Irã agora”, afirma o comunicado.

Segundo o alerta, as manifestações continuam a se intensificar e “podem se tornar violentas”, com registros de prisões, feridos e mortes. O governo iraniano reforçou medidas de segurança, fechou estradas, interrompeu o transporte público e impôs bloqueios severos à internet e às redes móveis.

Além disso, companhias aéreas seguem limitando ou cancelando voos de e para o país, com várias suspendendo completamente suas operações.

As autoridades recomendam que a saída seja feita, se possível e com segurança, por via terrestre, especialmente pelas fronteiras com a Turquia ou a Armênia. O governo Trump também alertou que os cidadãos não devem contar com assistência direta norte-americana para deixar o país e precisam ter um plano próprio de evacuação.

Trump eleva o tom

O alerta ocorre após Donald Trump, elevar novamente o tom contra o regime iraniano. Em entrevista à CBS News, Trump afirmou que Washington tomará “medidas muito enérgicas” caso o Irã execute manifestantes presos durante os protestos.

“Se eles fizerem isso, tomaremos medidas muito enérgicas”, disse o presidente, sem detalhar quais ações seriam adotadas.

A ameaça está ligada à marcação da primeira execução de um manifestante preso.

Trump afirmou que não tinha sido informado oficialmente sobre enforcamentos, mas alertou que execuções cruzariam uma linha grave. “Quando começam a matar milhares de pessoas, e agora você me fala em enforcamento, vamos ver como isso vai acabar para eles. Não vai acabar bem”, declarou.

Mais cedo, o norte-americano incentivou os manifestantes a continuarem nas ruas e afirmou que a “ajuda” dos EUA “está a caminho”, mencionando inclusive a possibilidade de assistência econômica.

Segundo a imprensa internacional, cerca de 2.000 pessoas já morreram desde o início dos protestos.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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