"Não conheço essa moça", diz primeira-dama de SP sobre acusação

Reprodução/Instagram
Imagem colorida mostra a primeira-dama de São Paulo, Regina Nunes - Metrópoles

Acusada de ameaçar uma funcionária da Câmara Municipal de São Paulo após uma crise de ciúmes, a primeira-dama Regina Nunes afirmou que a denúncia é falsa. Em vídeo publicado nas redes sociais nessa terça-feira (13/1), a assessora Juliana Faccio afirma que foi ameaçada com “gestos claros de agressão” após sorrir para o prefeito Ricardo Nunes (MDB).

“Não conheço esta moça, nunca falei ‘oi’ para ela. Essa história é mentira”, afirmou a primeira-dama ao Metrópoles.

 

O caso teria acontecido no dia 4 de dezembro durante uma solenidade de entrega da Medalha Anchieta e Diploma de Gratidão da Cidade ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Silmar Fernandes, na Câmara.

A profissional disse que estava sentada na plateia quando a primeira-dama teria tido um “surto de fantasia” após um suposto sorriso para o prefeito.

“Figuras públicas são naturalmente olhadas, cumprimentadas, sorriem e recebem sorrisos. É normal, é esperado e faz parte do cargo. Mas na cabeça dela, um sorriso real ou imaginado vira um motivo para me transformar em alvo”, afirmou a funcionária, que, na época, trabalhava no gabinete da vereadora Zoe Martínez (PL).

Durante o evento, Regina Nunes teria feito “gestos claros de agressão” em direção à Juliana Faccio. Na denúncia, a assessora afirma que, inicialmente, não percebeu a ameaça da primeira-dama, mas acabou orientada a se retirar do evento por um subprefeito. “Ele veio até mim muito constrangido e disse: ‘Ela está com ciúmes de você, melhor sair agora porque ela vai te bater’”.

A mulher alega que deixou o local e foi até o gabinete da vereadora, onde encontrou amigas da primeira-dama que estariam rindo da situação.

Segundo a assessora, dias depois ela teria recebido orientações para apagar o perfil no Instagram e remover referências ao seu trabalho. “Não bastava me expulsar do auditório, não bastava me envergonhar, não bastava me ameaçar. Queriam me apagar, queriam me perseguir. E tudo isso por quê?  Porque a primeira-dama se incomodou com a ideia real ou imaginada que alguém pudesse olhar ou sorrir para o prefeito.”

“Não tenho culpa nenhuma que a minha aparência agrada às pessoas, não carrego a insegurança de ninguém e não posso carregar. Fui vítima dentro do meu próprio local de trabalho. E queria deixar claro aqui, de forma definitiva, que eu não vou me calar. Isso é só a ponta do iceberg. Ainda tem mais coisas”.

Procurada, a assessoria da Prefeitura de São Paulo não quis se manifestar sobre a denúncia.

Zoe Martínez afirmou ao Metrópoles que Juliana foi demitida do gabinete. “Juliana não faz mais parte do gabinete e não temos nenhum comentário a fazer sobre este assunto”, disse a assessoria da vereadora do PL.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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