
O Judiciário do Irã afirmou nesta quinta-feira (15/1) que o manifestante Erfan Soltani não foi condenado à morte, de acordo com a mídia estatal iraniana. O jovem, de 26 anos, é o primeiro manifestante do país a supostamente receber uma sentença de morte desde o início da onda de protestos no país, no final do ano passado.
Segundo o jornal britânico The Guardian, a família de Soltani declarou que havia sido informada que a execução do jovem havia sido adiada. O governo iraniano não divulgou maiores detalhes sobre o recuo na sentença de morte do manifestante.
Soltani, que é funcionário de uma loja de roupas, foi preso a noroeste de Teerã na última quinta-feira (8/1), após participar de protestos, e sua execução estava marcada para essa quarta-feira (14/1), segundo grupos de direitos humanos.
Onda de protestos
Mais mortos
Apesar dos números divulgados pela HRANA, as estimativas podem, porém, ser muito maiores. Segundo investigações publicadas pelo Iran Human Rights Documentation Center, o número de mortos pode chegar a 12 mil pessoas, resultado de operações realizadas em diversas cidades iranianas. A organização afirma ainda que grande parte das vítimas tinha menos de 30 anos, incluindo estudantes.
O contexto interno segue marcado por forte censura. Há uma semana, o país enfrenta um apagão quase total de internet, dificultando o acesso a informações e a confirmação do número real de vítimas.
Quase 11 mil pessoas já foram presas e a Anistia Internacional pediu ao Irã que “suspenda imediatamente todas as execuções, incluindo a de Erfan Soltani”.
Teerã acusou Washington de buscar um “pretexto” para uma intervenção militar. A missão iraniana na ONU diz que os americanos tentam derrubar o regime à força.
Irã reabre espaço aéreo
Por volta do meio-dia desta quinta (horário local), a televisão estatal iraniana divulgou um comunicado da Autoridade de Aviação Civil do país afirmando que o espaço aéreo iraniano estava “com voos de entrada e saída, e os aeroportos estavam prestando serviços aos passageiros”.
O Irã fechou seu espaço aéreo para voos comerciais por horas, sem explicações, na madrugada desta quinta, enquanto as tensões com os EUA permaneciam elevadas devido à repressão de Teerã aos protestos em todo o país.
O fechamento durou mais de quatro horas, segundo orientações emitidas pelo governo iraniano
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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