Cão pug morre por hipertermia horas após ser deixado em hotel de SP

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Imagem colorida de Bucky, um cão pug, que morreu ao ser deixado em um hotel de Santos. Metrópoles

Um cachorro da raça pug chamado Bucky morreu nessa segunda-feira (12/1) após ter um quadro de hipertermia (aumento da temperatura corporal) grave, horas depois de ter sido deixado em um hotel para animais de Santos, no litoral sul de São Paulo.

Segundo Rosana Gemignani, tutora do cão, a família deixou o pug no hotel porque iria fazer uma viagem internacional e não tinha com quem deixar o animal.

Por ser da raça pug, Bucky precisava de um tratamento mais cuidadoso com relação a própria temperatura corporal, aspecto levado em consideração por Rosana na procura por um hotel canino.

Durante a procura por um local, Rosana encontrou o Clube Auau, estabelecimento localizado no bairro Paquetá. Em uma das mensagens trocadas com o clube, a mulher perguntou se o hotel tem cuidados especiais com pugs por conta da hipertermia em braquicefálicos.


Experiência no hotel


Morte e mensagens trocadas

Segundo o laudo da clínica para onde Bucky foi encaminhado, o cachorro morreu às 18h20. Ele chegou na veterinária apresentando um “quadro crítico”, com perda de consciência, decúbito lateral, ausência de reflexos motores, taquicardia, taquipneia, náuseas com mímica de vômito, temperatura corporal de 40,7°C (considerada elevada), cianose de mucosas, abdômen distendido por aerofagia e pressão arterial de 80 mmHg.

A equipe de socorro tentou reverter o quadro com uso de medicamentos e resfriamento da temperatura do cachorro, mas não obteve sucesso.

Apesar da morte de Bucky ter acontecido às 18h20, Rosana contou que recebeu um vídeo do proprietário do Clube Auau às 18h37, mostrando o cachorro “estrebuchando” na maca de atendimento.

Suporte emocional

Rosana contou ao Metrópoles que Bucky era um cachorro que atuava como suporte emocional para a filha dela de 26 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Com a perda do cachorro, a mulher tem tido surtos mais frequentes.

“Ela [a filha] não está entendendo essa dor, esse vazio que ficou na casa. Cada som de interfone que toca e o cachorro não late. Cada respiração e ronquinho que a gente estava acostumado”, desabafou a mulher.

O que diz o clube

Em nota, o Clube Auau contou que no dia 12 de janeiro, Bucky realizou atividades habituais como brincar, alimentar, descansar e interagir com outros cachorros.

O estabelecimento ainda afirmou que por conta das altas temperaturas, o ambiente contava com dois ventiladores ligados, esguichos de água nas paredes e o chão constantemente molhado, “visando a redução do calor e o conforto térmico dos animais”.

Em relação a morte de Bucky, o clube afirma que o cachorro apresentou um mal súbito por volta das 17h30, que foi detectado pela equipe, “que agiu imediatamente iniciando os primeiros socorros com procedimentos de resfriamento do Bucky e encaminhamento urgente ao atendimento veterinário em clínica próxima ao clube”.

Por fim, o clube lamentou o ocorrido e afirmou que no dia da morte do cachorro havia outros “animais no mesmo local, sob as mesmas condições ambientais e de manejo, e todos se encontram bem e saudáveis”.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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