
Atual presidente do diretório do Cidadania no Distrito Federal, Cristovam Buarque, manifestou preocupação com o futuro do partido após o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) suspender uma autoconvocação para reunião do Diretório Nacional.O partido vive uma discordância interna sobre a presidência.
Buarque afirmou à coluna que o grupo de filiados que defendem a permanência de Roberto Freire na presidência da sigla pretende apoiar e se aproximar da extrema-direita. “Se vencer esse golpe jurídico, o partido irá para o que há de mais radical da direita. Não é essa a ideia nem a tradição do partido. O partido nasceu da família progressista”, avaliou.
Entenda o racha no Cidadania
Cristovam acredita que a participação do partido nas eleições de 2026 estão comprometidas. “Já está atrapalhando as eleições deste ano. O partido deveria estar fazendo a nominata de candidatos e as alianças. Não estamos podendo fazer isso, não temos como compor uma nominata”, afirmou.
“É muito perigoso para a estabilidade não só do nosso partido. Fica a possibilidade de que os partidos sejam controlados de fora para dentro, por grupos com acesso ao Poder Judiciário”, completou Cristovam.
O ex-senador ainda questionou o momento em que o outro grupo passou a questionar a permanência de Comte no comando da sigla. “Foi agora que se explicitou a união com o PSB, o que nos levaria a apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição. Esse grupo não quer essa opção do Cidadania pelo presidente Lula”.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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