Passageiros ficaram feridos em ataques simultâneos a 40 ônibus no DF

Kebec Nogueira / Metrópoles
Assento de cadeirante com estilhaços de vidro

Um técnico de segurança do trabalho da Urbi Mobilidade Urbana confirmou que pelo menos três passageiros ficaram feridos durante os da empresa na noite desta quinta-feira (15/1).

Na porta da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas), Jhonata Silva contou que todos, por sorte, tiveram apenas ferimentos leves, e que os vândalos teriam usado bolinhas de gude para atingir o interior dos veículos.

Assista:

“Os boletins de ocorrência foram feitos individualmente. Os motoristas e cobradores estão à disposição da empresa. Em relação às viagens, a empresa avaliará os impactos para os próximos dias, dado que alguns veículos precisarão permanecer parados para a perícia”, disse ele.

Oficialmente, a Urbi diz não saber a motivação do ataque violento, mas o Metrópoles apurou que pode ter relação com recentes demissões feitas pela empresa, o que teria desagradado uma ala mais radical de rodoviários.

Vídeos repassados à redação do Metrópoles por motoristas e cobradores mostram pelo menos 20 coletivos manobrando nos arredores da 27ª DP. Em todo o DF, pelo menos 40 carros ficaram parcialmente destruídos e não devem sair das garagens nesta sexta-feira (16/1).

O que diz a Urbi

Procurada, a Urbi se manifestou por meio de nota. A empresa repudiou os ataques e confirmou que o ato prejudicará a prestação de serviço nos próximos dias. “Essas ações colocam em risco a vida dos passageiros, integrantes e demais pessoas, além de impactarem diretamente na prestação de um serviço essencual à população, no exercício do direito de ir e vir”.

A Urbi ainda repudiou os ataques e diz estar colaborando para a elucidação do crime: “As autoridades competentes foram acionadas imediatamente e a Urbi está colaborando integralmente com as investigações, fornecendo todas as informações necessárias para a apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos”.

A reportagem também tentou contato com o Sindicato dos Rodoviários do DF, mas não obteve resposta até a mais recente atualização deste texto. Encarregada de investigar o caso, a Polícia Civil do DF (PCDF) não informou se alguém havia sido preso. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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