
O presidente do Sindicato de Rodoviários do DF, João Dão, disse ao Metrópoles que a entidade repudia os ataques que aconteceram na noite de quinta-feira (15/1), quando dezenas de ônibus foram vandalizados.
“O sindicato repudia esse tipo de ataque ao sistema de transporte público até porque coloca em risco a vida do motorista e do cobrador. Além do passageiro que tem o direito de ir e vir. O que aconteceu ontem para nós é lamentável.”, afirmou.
Segundo o sindicalista, não se sustenta a suspeita de que os ataques estejam relacionados às recentes demissões promovidas pela empresa Urbi.
“Para nós, foram duas ou três demissões. A empresa fez uma redução no quadro de cargos de confiança, que não envolvem motoristas, cobradores ou trabalhadores da manutenção”, explicou.
João Dão acrescentou que as dispensas ocorreram exclusivamente em cargos de chefia e fiscalização.
Apesar da declaração do presidente, informações preliminares indicam que o ataque articulado pode ter sido uma represália por conta da demissão de alguns rodoviários da empresa Urbi Mobilidade Urbana nesta semana.
Uma dessas pessoas seria ligada a um ex-diretor do Sindicato dos Rodoviários e que atualmente atua como oposição da entidade.
“Hoje nós temos uma diretoria coesa, uma diretoria unida. Nós não temos nenhuma divergência interna da diretoria. Então, por isso, não procede dentro da nossa diretoria, hoje, atualmente”, afirmou João Dão.
O presidente disse ainda que os ataques geram preocupação para o setor e defendeu a responsabilização dos envolvidos.
“Ali dentro existem vidas, né? Então, a pessoa tem que ter essa responsabilidade, aqueles que estão fazendo esse tipo de ataque. Eu acho que os órgãos responsáveis devem ir atrás, procurar saber de onde partiu esses ataques”.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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