Presidente de Portugal diz que sucessor enfrentará cenário complicado

Horacio Villalobos/Corbis via Getty Images
Imagem colorida de Marcelo Rebelo de Sousa - Metrópoles

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou nesta sexta-feira (16/1) que o sucessor dele no Palácio de Belém terá uma missão mais difícil do que a que encontrou ao assumir o cargo, em 2016. No último dia da campanha eleitoral para as eleições presidenciais, Rebelo apontou a instabilidade internacional e o contexto europeu como fatores que tornam o cenário atual mais complexo.

“O próximo Presidente encontra o mundo e a Europa numa situação mais complicada do que eu encontrei. Há que fazer essa justiça”, declarou Marcelo.

Segundo o presidente português, a geopolítica vive um nível de incerteza que não se via há pelo menos uma década.

“O mundo está mais imprevisível, a Europa está mais imprevisível. Isso torna a política mais difícil, torna as decisões económicas e sociais mais difíceis”, afirmou.

Para ele, esse ambiente afeta não apenas os governos, mas também a vida cotidiana dos cidadãos, que passam a conviver com preocupações maiores do que no passado.

Marcelo Rebelo ressaltou que, embora Portugal apresente hoje uma situação econômica mais estável do que no início do mandato dele, os desafios externos pesam sobre o futuro chefe de Estado.

Quando tornou-se presidente, em 2016, o país ainda saía do procedimento de déficit excessivo e enfrentava fragilidades no sistema bancário.

Ainda assim, ele frisou que o contexto internacional adverso impacta diretamente o país. “Apesar da situação econômica existente agora, é evidente que o Presidente vai ter uma situação mais complicada que vem do mundo e da Europa”.

Dia de reflexão

No encerramento da campanha, o português também defendeu a manutenção do dia de reflexão, previsto para este sábado (17/1), véspera da votação.

Para ele, o intervalo de 24 horas é fundamental num ambiente de campanhas cada vez mais intensas e emocionalmente carregadas. “Chega-se ao fim das campanhas de uma forma muito emocional e muito confrontacional. A vantagem do dia de reflexão é permitir que as pessoas respirem e pensem noutras coisas das suas vidas”, argumentou.

Portugal vai às urnas

Portugal vai às urnas neste sábado (18/1) para escolher o próximo Presidente da República.

Ao todo, 11 candidatos estão oficialmente na disputa — o maior número desde a redemocratização — num cenário marcado pela fragmentação do eleitorado e pela imprevisibilidade do resultado.

As sondagens indicam que a realização de um segundo turno, marcado para 8 de fevereiro, é provável, caso nenhum candidato ultrapasse os 50% dos votos válidos no primeiro turno.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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