Namorado de delegada faz apologia ao PCC nas redes, diz polícia

Reprodução/Redes Sociais
Imagem colorida mostra Layla Lima Ayub e Jardel Neto Pereira da Cruz, acusados de vínculo com o PCC. Metrópoles

Preso por possíveis vínculos com o PCC, Jardel Neto Pereira da Cruz fazia publicações com apologia à facção criminosa nas redes sociais, segundo inquérito da Polícia Federal (PF). O suspeito, conhecido como Dedel, é namorado da delegada Layla Lima Ayub, também acusada de relações com o crime organizado.

No documento, a PF destaca fotos em que Dedel faz um sinal com os dedos, conhecido como “Tudo 3”, indicado como uma referência às três letras do PCC. Conforme a corporação, o gesto é conhecidamente utilizado para enaltecer a facção.

Autoridades também listaram publicações com o símbolo Yin e Yang e desenhos de palhaço, ambos associados ao crime, além de armas e músicas com elogios ao PCC.

Em uma das postagens, Dedel escreveu: “Penso como um assassino, vivo como um psicopata. Executo as minhas ações como um bom calculista que sou, e depois apenas relaxo. E vejo sangue escorrendo entre os dedos. Forte leal abraço”. Segundo a polícia, a última frase refere-se a um termo de tratamento comum entre os integrantes da facção.


Quem é Dedel


Delegada presa

Presa na sexta-feira (16/1) com Dedel, Layla Lima Ayub tomou posse como delegada de polícia em São Paulo no dia 19 de dezembro de 2025. A partir desse dia, passou a ser aluna da Academia de Polícia (Acadepol). No dia da sua formatura, a delegada levou o namorado, apontado como membro do PCC, para o evento.

No pedido de prisão, as autoridades definiram a ação como “audaciosa”, visto que o homem estava descumprindo condições da liberdade condicional.

Em 28 de dezembro, Layla Ayub, mesmo já tendo tomado posse como delegada, atuou como advogada de quatro presos do Comando Vermelho (CV) em uma audiência de custódia no Pará. Na ocasião, os detentos estavam respondendo pelos crimes de tráfico e associação criminosa.

Ela é acusada de ligação com o PCC, atuando próximo às lideranças da facção na região Norte, e de ajudar na lavagem de capitais da organização criminosa. Ela passou por audiência de custódia no sábado (17/1) e foi mantida presa após determinação da Justiça.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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