Trump questiona ONU e diz que Conselho de Gaza pode substituí-la

Joe Raedle/Getty Images
Donald Trump, presidente dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou durante coletiva nesta terça-feira (20/1) que o recém-criado Conselho da Paz “poderia” substituir a Organização das Nações Unidas (ONU). Ele considerou a organização ineficaz na resolução dos conflitos internacionais. 

“A ONU simplesmente não tem sido muito útil. Sou um grande fã do potencial da ONU, mas ela nunca esteve à altura desse potencial”, disse Trump. “A ONU deveria ter resolvido todas as guerras que eu encerrei. Eu nunca recorri a eles, nunca sequer pensei em recorrer”, completou ele.

O Conselho da Paz foi proposto como parte do acordo articulado pelo republicano para encerrar a guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza.

Nos últimos dias, o presidente norte-americano enviou convites a dezenas de líderes mundiais para integrar o grupo, entre eles o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o líder russo, Vladimir Putin, além de chefes de Estado da Europa, Ásia e Oriente Médio.

Na mesma coletiva, Trump reforçou o convite a Lula, reiterando que o brasileiro terá grande papel no conselho.  O governo brasileiro, porém, tenta ganhar tempo para dar uma resposta.

A avaliação interna é de que ainda há muitas incertezas sobre os objetivos reais do órgão.

A proposta tem sido recebida com cautela no mundo. O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que não aceitará o convite, alegando dúvidas sobre a legitimidade do conselho.

Na própria ONU, a reação também foi imediata. Na manhã desta terça-feira, o principal funcionário humanitário da organização, Tom Fletcher, afirmou que a iniciativa de Trump não substituirá as Nações Unidas.

“Eu e meus colegas temos certeza de que as Nações Unidas não vão a lugar nenhum”, disse Fletcher.

“ONU paralela”

Segundo documentos obtidos pela imprensa internacional, o Conselho da Paz é visto por alguns líderes como uma espécie de “ONU paralela”.

O desenho da iniciativa prevê mandato vitalício de Trump como presidente do órgão e uma contribuição de US$ 1 bilhão para os países que desejarem integrar o grupo, com os recursos sob controle direto da Casa Branca.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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