MPSP insiste em ouvir Bia Miranda 4 meses após acidente com Gato Preto

Reprodução/Redes Sociais
Montagem com fotos coloridas de Bia Miranda e do carro após acidente - Metrópoles

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) tenta, pela segunda vez, ouvir Anna Beatryz Ferracini Ribeiro, conhecida como Bia Miranda, sobre o acidente em que a influenciadora se envolveu junto com o então namorado Samuel Sant’Anna da Costa, o Gato Preto.

Os dois colidiram um Porsche, em 20 de agosto do ano passado, na Avenida Faria Lima, uma das vias mais movimentadas de São Paulo. A influenciadora ainda não prestou depoimento.


O acidente


Vídeo mostra resultado do acidente

Um vídeo feito por uma testemunha mostra as dianteiras dos dois carros destruídas, principalmente a do casal de influenciadores. Também é possível ver os airbags acionados. Veja:

Por que o MPSP insiste em ouvir Bia Miranda

Ao ouvir Bia, a promotoria busca esclarecer a dinâmica do acidente e confirmar se ela sofreu lesões corporais ou se recebeu atendimento médico após a colisão.

O MPSP destacou que a mulher deixou o local do acidente sem prestar apoio às vítimas, sendo auxiliada por seguranças particulares que a conduziram para outro automóvel. Um dos funcionários da influenciadora alegou que ela teria desmaiado no local e, por isso, a socorreu.

Embora a Polícia Civil tenha apresentado o relatório final da investigação, a promotoria manifestou nos autos, nessa terça-feira (22/1), pela necessidade de mais diligências, entre elas, um laudo pericial e a oitiva (depoimento) de Bia.

Gato Preto também não foi ouvido, mas foi indiciado

Na última segunda-feira (19/1), a Polícia Civil indiciou Gato Preto por quatro crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB): lesão corporal culposa, embriaguez ao volante, fuga do local do acidente e alteração do local ou objetos da cena.

Assim como Bia, ele também não foi formalmente ouvido até o momento. O influenciador foi detido em flagrante após o acidente, mas permaneceu em silêncio na delegacia.

Após ser liberado, no decorrer da investigação, Gato Preto foi intimado diversas vezes para ser interrogado, mas o depoimento nunca ocorreu por conta das sucessivas desistências dos advogados que representavam o influenciador.

Por isso, ele foi indiciado de forma indireta. Mesmo sem ser ouvido, a autoridade policial considerou ter indícios suficientes para indiciar Gato Preto.

A investigação contou com imagens do sistema de monitoramento Smart Sampa, o depoimento de vítimas e o laudo toxicológico — que confirmou a presença de álcool, MDA (droga sintética) e THC (composto presente na maconha) no organismo do investigado.

MPSP fala em tentativa homicídio com dolo eventual

Enquanto a Polícia Civil acusa Gato Preto de ter cometido crimes culposos (não intencionais) do código de trânsito, o MPSP entende que a conduta do influenciador configura homicídio tentado com dolo eventual.

A promotoria argumenta que, ao dirigir em alta velocidade, sob influência de álcool e drogas e desrespeitar o sinal vermelho, o investigado assumiu o risco de potencialmente matar alguém.

Devido a essa tese de crime doloso contra a vida, o MPSP pediu que o processo seja redistribuído a uma das Varas do Júri, o que foi determinado pela Justiça.

A promotoria ainda não apresentou uma denúncia formal. Caso Gato Preto seja acusado por homicídio tentado com dolo eventual, ele será julgado pelo Tribunal do Júri.

A pena neste caso é a do homicídio consumado simples, de seis a 20 anos de prisão, ou qualificado, de 12 a 30 anos, com redução de um a dois terços do período em reclusão.

O Metrópoles não localizou as defesas de Bia Miranda e Gato Preto. O espaço segue aberto para manifestação.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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