Torre Palace será o 4º monumento implodido na área tombada de Brasília

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Icônico hotel de Brasília, o Torre Palace, do DF séra demolido com uso de 165kg de explosivos Metrópoles

A implosão do icônico hotel Torre Palace é o 4° caso do tipo realizado em uma área tombada pelo patrimônio histórico em Brasília. A capital federal recebeu o título da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 1987.

Além disso, a cidade foi inscrita no Livro do Tombo Histórico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em março de 1990. Brasília concentra a maior área tombada do mundo, com cerca de 112,5 quilômetros quadrados.

Na implosão do Torre Palace, que está marcada para este domingo (25/1), serão utilizados 165,56 kg de explosivos do tipo Ibegel SSP. Além disso, foram realizados 938 furos estruturais.

O material estará instalado nos pavimentos térreo, 1º, 2º, 3º e 7º, totalizando 600,78 metros perfurados nos pilares. O colapso foi projetado com leve inclinação para o Leste, reduzindo a dispersão de resíduos em direção ao Eixo Monumental.

Veja o Torre Palace por dentro:

Segundo o Iphan, outros três casos semelhantes já foram registrados na capital. O primeiro e segundo ocorreram em 2011, com a implosão dos prédios do Hotel das Nações e do Hotel Alvorada.

O outro episódio ocorreu no período que antecedeu a Copa do Mundo de 2014, durante as obras do Estádio Mané Garrincha. No entanto, as duas tentativas de implosão das arquibancadas não ocorreram como o planejado.

A estrutura, com cerca de 27 metros de altura e 11 mil toneladas de concreto, resistiu à detonação de 250 kg de explosivos devido a uma falha na linha de fogo e precisou ser demolida posteriormente com o uso de máquinas.

Embora haja outros registros de implosões no Distrito Federal, esses casos não entram na conta por estarem fora da área tombada de Brasília.


Hotel icônico


Megaoperação

A operação de implosão do Torre Palace terá início nas primeiras horas de domingo (25/1), com a chegada e o posicionamento das equipes às 6h e a instalação do Posto de Comando. A sequência operacional prevê acionamento de sirenes, avisos por megafone e sobrevoo de helicóptero e drones a partir das 9h.

Serão emitidos três alertas sonoros escalonados, por uma viatura do CBMDF, às 9h57, 9h58 e 10h, com início da detonação logo após o último alerta. A liberação gradual e controlada do perímetro, se forem confirmadas questões de segurança, terá início a partir das 10h30. O encerramento da operação está previsto para às 18h.

A operação poderá ser interrompida ou adiada apenas pelo blaster ou pelo subsecretário da Defesa Civil, com protocolo de rádio específico, a partir de critérios como condições meteorológicas adversas, falha de comunicação entre equipes, presença de pessoas nas proximidades, ou falha técnica.

Após a implosão, será realizada avaliação estrutural imediata do local e das edificações do entorno, controle de poeira, limpeza das vias e liberação gradual conforme parecer técnico.

A remoção de entulho seguirá planejamento da empresa responsável, sempre condicionada às condições de segurança e autorização formal.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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