
O dólar registrou queda de 1,41% frente ao real, cotado a R$ 5,20, nesta terça-feira (27/1). Com isso, a moeda americana retornou ao menor valor desde maio de 2024. Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), operava em forte alta de 1,88%, batendo um novo recorde histórico, ao atingir os 182.118,98 pontos.
O resultado dos mercados de câmbio e ações continuam a ser puxados pela queda global do dólar, aliada ao forte fluxo de recursos estrangeiros rumo às bolsas de países emergentes. No Brasil, ele tem favorecido em especial papéis das principais empresas do país, as “blue chips”, com destaque, nesta terça-feira, para Petrobras, Vale e grandes bancos.
Para Bruno Perri, economista-chefe da Fórum Investimentos, o clima global é de maior apetite por ativos de risco (ações, por exemplo), o que “traz bons ventos ao mercado brasileiro”. Ele observa que, nesta terça-feira, essa tendência positiva foi reforçada pelos dados parciais da inflação de janeiro.
Inflação
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de janeiro, a prévia da inflação oficial do Brasil, registrou alta de 0,20%. Com isso, ficou abaixo do resultado de dezembro (0,25%). Em 12 meses, o índice acumula elevação de 4,50%.
Dólar no mundo
No cenário global, o dólar também caiu. O índice DXY, que compara o desempenho da divisa americana com outras seis (iene, euro, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço), acusava queda de 0,83%, aos 96,22 pontos, às 16h53.
Para Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, a forte queda do dólar frente ao real foi impulsionada pela diferença de juros entre os EUA e o Brasil, que sustenta o “carry trade”. Esse é o nome dado à estratégia em que investidores tomam empréstimos em uma moeda com juros baixos (em países desenvolvidos, por exemplo) e investem esses recursos em uma moeda com juros altos (no caso, o Brasil e outros emergentes).
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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