“Relógio do Apocalipse” avança e fica mais perto do fim do mundo

Reprodução IA
Braço com relógio no ulso - Metrópoles

Nesta terça-feira (27/1), o “Relógio do Apocalipse” teve uma nova alteração e foi reprogramado para 85 segundos para a “meia-noite”, ou fim do mundo, a menor distância já registrada em toda a sua história. Quatro segundo a menos do que no ano passado, quando esse marcador simbólico registrou 89 segundos para a extinção humana.

IT IS 85 SECONDS TO MIDNIGHT.

Watch the 2026 Doomsday Clock announcement: https://t.co/NlVAzjBf1tpic.twitter.com/jxJ38TW2dH

— Bulletin of the Atomic Scientists (@BulletinAtomic) January 27, 2026

O relógio é ajustado anualmente há 79 anos. Ele foi criado dois anos depois do fim da 2ª Guerra Mundial e é programado pelo Conselho de Ciência e Segurança do Boletim dos Cientistas Atômicos, fundado por Albert Einstein, Robert Oppenheimer e outros cientistas da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, que ajudaram a desenvolver as primeiras bombas atômicas do Projeto Manhattan.

Dessa forma, quanto mais perto os ponteiros estão da meia-noite, mais próxima a humanidade está de uma catástrofe definitiva. Na época em que foi iniciado, o relógio estava a sete minutos para às 00h, em meio às incertezas da Guerra Fria.

Junto do ajuste temporal, o conselho disse que avisou em 2025 que o mundo estava perigosamente perto de um desastre global, mas, ao invés de acatar o alerta, “Rússia, China, Estados Unidos e outros países importantes tornaram-se cada vez mais agressivos, hostis e nacionalistas”.

Entre os exemplos, o Boletim destacou a criação do Domo de Ouro, projeto militar de Donald Trump. “Os Estados Unidos planejam implantar um novo sistema de defesa antimíssil multicamadas, o Domo Dourado, que incluirá interceptores espaciais, aumentando a probabilidade de conflitos no espaço e provavelmente alimentando uma nova corrida armamentista espacial”.

O novo recorde do nível de dióxido de carbono na atmosfera, que chegou a 150% dos níveis pré-industriais e é o maior gás responsável pelas mudanças climáticas causadas pelo homem, também foi ressaltado pelo Boletim. Assim como o consequente aumento histórico da temperatura e nível do mar. “Pela terceira vez nos últimos quatro anos, a Europa registrou mais de 60.000 mortes relacionadas ao calor”.

Sugestões de solução

Além do alerta, o Boletim dos Cientistas Atômicos ainda propõe quatro sugestões de ações que poderiam impedir a humanidade de chegar ao fim do mundo:

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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