Após crueldade com cão Orelha, cachorro Abacate morre baleado

Reprodução/Internet
Após caso Orelha, cão Abacate morre baleado e polícia investiga

O cachorro comunitário Abacate, conhecido e cuidado por moradores do bairro Tocantins, em Toledo, no oeste do Paraná, morreu nessa terça-feira (27/1) após ser atingido por um disparo de arma de fogo. O caso é investigado pela Polícia Civil, que tenta identificar quem atirou no animal.

A morte ocorre na mesma semana em que a morte brutal do cão Orelha chocou o país. O caso ocorreu em Santa Catarina. Os autores são adolescentes. (Leia abaixo)

Abacate foi encontrado ferido por moradores durante a manhã e levado às pressas para uma clínica veterinária particular.

Durante os exames, os profissionais constataram que ele havia sido baleado. A bala atravessou o corpo do cachorro, perfurou o intestino em dois pontos e causou contaminação abdominal grave.

Diante da gravidade, o animal passou por uma cirurgia de emergência. Apesar dos esforços da equipe médica, Abacate não resistiu às complicações e morreu ainda durante o procedimento.

A equipe de Proteção Animal do município foi acionada após a confirmação de que o ferimento havia sido provocado por um tiro.

Segundo os veterinários, além das lesões intestinais, o disparo comprometeu os rins do cachorro, agravando rapidamente o quadro clínico.

Moradores relataram que Abacate vivia de forma comunitária no bairro. Ele costumava dormir na casa de uma moradora e saía sozinho pela manhã. Na terça-feira, após ser solto como de costume, foi encontrado horas depois gravemente ferido.

Maus-tratos contra animais são considerados crime no Brasil e podem resultar em pena de prisão e multa.

O caso

Em 16 de janeiro, a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) tomou conhecimento da morte brutal do cão Orelha. Moradores da região relataram que o cachorro estava desaparecido e, dias depois, foi encontrado por um de seus cuidadores ferido e agonizando.

O animal não resistiu aos ferimentos e precisou ser submetido à eutanásia.

Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos do ato infracional de maus-tratos, com base em imagens de câmeras de segurança e depoimentos colhidos pela polícia.

Caso seja confirmada a participação dos adolescentes, eles responderão por ato infracional, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.

As medidas socioeducativas variam desde advertência e prestação de serviços à comunidade até liberdade assistida e, em situações excepcionais, internação.

Orelha vivia há anos na Praia Brava e era cuidado informalmente por moradores da região.

Cão Caramelo

A coluna apurou, com exclusividade, que os quatro adolescentes de Santa Catarina podem ter sido gravados tentando afogar um segundo cão no mar. A reportagem confirmou que as imagens que circulam nas redes sociais viraram objeto de apuração da Polícia Civil.

O delegado Ulisses Gabriel informou que há dois casos de maus-tratos: o do Orelha, em que foi usado um instrumento contundente, e o do cão Caramelo, que foi jogado no mar.

“No caso Caramelo, há vídeo; no caso do Orelha, não há vídeo, mas testemunhas e outros elementos de prova”, afirmou a autoridade policial.

Agora, os investigadores apuram se um caso estaria relacionado ao outro e se os crimes foram cometidos pelos mesmos adolescentes.

 

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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