Imóvel de síndico preso por matar corretora é invadido e destruído

o-sindico-cleber-rosa-oliveira-e-o-filho-maycon-douglas-de-souza-oliveira-suspeitos-pela-morte-da-corretora-daiane-alves-chegam-a-delegacia-de-capturas-de-goiania-para-serem-ouvidos-15

Imagens registradas pela Polícia Militar de Goiás (PM-GO) mostram a depredação no apartamento do suspeito. Móveis foram quebrados, eletrodomésticos danificados e paredes cobertas por tinta vermelha. Em uma das pichações, a palavra “assassino” aparece escrita em uma das paredes. O quadro de energia do imóvel também foi arrancado e destruído.

Na área comum do prédio, a recepção foi pichada, e sofás, janelas e paredes receberam frases direcionadas contra o síndico. Até o momento, não há informações sobre quem praticou os atos de vandalismo. A Polícia Civil de Goiás (PC-GO) foi acionada e investiga o caso.

Síndico confessou crime

Cléber foi preso na madrugada desta quarta-feira (28/1), investigado por homicídio. O filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso, suspeito de participação no crime. Ao chegar à delegacia, Cléber afirmou que o filho “não fez nada”.

O porteiro do condomínio onde Daiane morava e trabalhava, cuidando de apartamentos da família do síndico, foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos. A Polícia Civil apura o grau de envolvimento de cada pessoa citada na investigação.

O crime

Em depoimento, Cléber afirmou que matou Daiane após uma discussão no subsolo do prédio, no dia 17 de dezembro de 2025, data em que a corretora foi vista pela última vez. Ele disse que, após o crime, colocou o corpo na carroceria de sua picape e deixou o condomínio.

A versão apresentada contradiz o primeiro depoimento do síndico. Inicialmente, ele afirmou que não havia saído do prédio naquela noite. No entanto, imagens de câmeras de segurança já analisadas pela polícia mostram Cléber deixando o condomínio por volta das 20h do dia do desaparecimento, dirigindo o veículo citado.

Daiane desapareceu após descer ao subsolo do edifício para verificar uma queda de energia em seu apartamento. Câmeras registraram a corretora entrando no elevador e conversando com o porteiro sobre o problema. Em seguida, há um intervalo de cerca de dois minutos nas gravações, justamente no momento em que ela retorna ao subsolo. Não há imagens que mostrem a vítima saindo do prédio ou voltando para casa.

Outro ponto considerado relevante pela investigação é que Daiane costumava gravar vídeos de seus deslocamentos e enviá-los a uma amiga. Um desses registros, feito no subsolo do condomínio, nunca foi entregue. A corretora vestia roupas simples, deixou o apartamento destrancado e não levou pertences pessoais.

Ela tinha uma viagem marcada para Uberlândia (MG) no período do Natal, mas não embarcou nem fez contato com familiares após aquela manhã. O caso passou a ser tratado como homicídio após semanas sem qualquer sinal de vida. As prisões ocorreram após oitivas, análises técnicas e cruzamento de dados realizados por uma força-tarefa da Polícia Civil.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *