
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a defender nesta quinta-feira (29/1) a aprovação de regras para combater os chamados “supersalários” do funcionalismo público.
Segundo Haddad, decisões judiciais têm liberado servidores do Judiciário a ultrapassar o teto do funcionalismo, fixado em cerca de R$ 46 mil mensais. Para o ministro, cortes nos altos vencimentos são importantes para ganhar “credibilidade perante a opinião pública”.
“Acredito que tem uma dinâmica do sistema de justiça de criar regras. Pega o caso dos supersalários. A Constituição é clara sobre o teto salarial, mas aí vale só para o Executivo. Sou a favor de organizar isso. Até porque você ganha credibilidade perante a opinião pública”, disse Fernando Haddad.
O ministro deu a declaração em uma entrevista ao Acorda, Metrópoles. Ele é entrevistado pelo colunista Igor Gadelha e pela apresentadora Natália André. Acompanhe ao vivo:
Segundo Fernando Haddad, algumas propostas para combater os supersalários, com corte de penduricalhos, estão travadas no Congresso. Ele mencionou, por exemplo, a reforma administrativa, que poderia delimitar as verbas permitidas acima do teto.
“Não está sendo votada. É difícil para um Poder, diante de outros dois, enfrentar temas como esse”, declarou.
De saída
O titular da Fazenda confirmou que deixará o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em fevereiro.
Haddad não quis cravar uma data de saída do ministério, mas apontou o próximo mês. “Eu não posso dar uma data sem combinar com o presidente, mas ele está informado que deixo o governo em fevereiro, com certeza”, afirmou.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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