
A esposa do delegado Dannilo Proto, que está preso em Goiânia, foi detida nessa terça-feira (27/1), em Rio Verde (GO). Segundo o Ministério Público de Goiás (MP-GO), Karen Proto teria levado um aparelho celular para o marido enquanto ele estava detido na Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH), em Goiânia.
Ela também é apontada como integrante de uma organização criminosa que e movimentado R$ 2,2 milhões da educação pública. Karen cupou o cargo de coordenadora regional de Educação de Rio Verde entre 2019 e 2024.
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Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão para recolher documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que podem fortalecer as provas já reunidas.
Segundo o MP-GO, mesmo com o afastamento e prisão de Dannilo Proto, a organização teria continuado em atividade por meio de pessoas próximas a ele, mantendo a engrenagem do esquema em funcionamento. De acordo com as apurações, essa comunicação teria sido usada para repassar orientações e alinhar estratégias ligadas ao suposto esquema.
Segundo os promotores, Karen ocupava um cargo estratégico na área educacional e, a partir dessa posição, teria facilitado decisões administrativas que garantiam a permanência de contratos considerados irregulares. As apurações indicam ainda que ela teria atuado na circulação de orientações e informações entre os integrantes do grupo, mesmo com o principal investigado já sob custódia.
Além de Karen e do marido, outras pessoas apontadas como membros da organização criminosa foram denuciados pelo MPGO.
“Constam da peça acusatória os demais integrantes que cometeram crimes por meio do Programa Reformar e de outros programas de obras e serviços da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), além da impressão do material pedagógico do Revisa Goiás”, diz o texto.
Regra Três
Preso desde 21 de agosto, o delegado Dannilo Ribeiro Proto foi denunciado pelo MP-GO pelo desvio de recursos destinados a escolas estaduais no município de Rio Verde (GO), no sudoeste goiano, bem como por fraudes em contratações públicas.
Os documentos apresentaram denúncia contra o delegado, sua esposa e outras sete pessoas, todos investigados e alvos da Operação Regra de Três. Segundo o órgão, em razão da complexidade do esquema e do grande número de elementos apurados e pessoas envolvidas, serão apresentadas duas denúncias distintas.
O delegado foi denunciado pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, ameaça, prevaricação, contratação direta ilegal, peculato, falsificação, uso de documento particular e lavagem de capitais.
Operação Regra Três
Outro lado
A coluna Na Mira não localizou a defesa de Karen Proto. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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