Presos por morte de advogado do Mensalão são condenados por latrocínio

Reprodução/ câmera de segurança
Os réus foram condenados a até 27 anos de prisão. O advogado do Mensalão, Luiz Fernando Pacheco, morreu em 2025 na região central de SP - Metrópoles

O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou os três presos por envolvimento na morte do advogado do Mensalão, Luiz Fernando Pacheco, pelo crime de latrocínio. O bacharel foi assaltado e agredido pelo trio (veja abaixo) na madrugada de 1º de outubro de 2025, na Rua Itambé, em Higienópolis, região central de São Paulo.

Lucas Bras dos Santos recebeu pena de 27 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado e 12 dias-multa; Ana Paula Teixeira Pinto de Jesus recebeu 23 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado e 11 dias-multa; e José Lucas Domingos Alves, 2 anos e 4 meses de reclusão em regime aberto, substituída por penas restritivas de direitos.

O trio foi preso pela Polícia Civil no dia 3 de outubro. Segundo a delegada responsável pelo caso, Gabriela Lisboa, do 4° Distrito Policial, os detidos são um casal e um amigo, que andam juntos na região.

Morte de advogado do Mensalão

Os réus teriam vagado pelo centro de São Paulo atrás de vítimas para roubar. Eles estariam acompanhados de um quarto suspeito, ainda não identificado pela polícia.

A ideia de sair para cometer assaltos teria partido do casal Lucas Bras dos Santos, de 27 anos, e Ana Paula Teixeira Pinto de Jesus, 45, que aparecem em vídeos de câmeras de segurança agredindo e roubando Pacheco.

Eles teriam convidado José Lucas Domingo Alves, 23, e outro homem, identificado apenas como Willian, para roubar vítimas no centro de São Paulo. O grupo, que vive em situação de rua, partiu da região do Terminal Bandeira rumo ao Vale do Anhangabaú, “onde não encontraram pessoas de interesse para roubar”, conforme o relatório policial.

Eles seguiram até a Praça da República e, depois, até a Praça Roosevelt. Nos dois locais, também não encontraram potenciais vítimas. Por fim, o grupo se dirigiu a Higienópolis quando, por volta da 1h, encontrou Pacheco embriagado e vulnerável, apoiado em um poste de sinalização.


Quem era o advogado


José e Willian, receosos com a proximidade de uma guarita de segurança, teriam desistido de participar da ação e saído do local. Como mostram imagens que registram o caso, somente Lucas e Ana Paula abordaram Pacheco.

Em interrogatório, o casal afirmou que Lucas tentou vender o aparelho iPhone e o relógio Rolex subtraídos da vítima. Poucas horas após o assalto, o suspeito teria ido até Glicério negociar a venda do telefone. Por volta das 12h do dia do crime, ele teria se dirigido a uma loja da Rolex na Avenida Paulista, onde descobriu que o item é avaliado em R$ 94 mil.

Ao ser interrogado, Lucas afirmou que a venda não foi fechada, porém não soube dizer onde estariam os pertences do advogado. De acordo com o relatório policial, a localização do celular de Pacheco batia com o local em que os suspeitos foram encontrados, um estabelecimento que fornece refeições para populações vulneráveis, próximo ao Terminal Bandeira.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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