
O Grupo Fictor, que entrou junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) com um pedido de recuperação judicial, alega que teve a reputação afetada por especulações de mercado, diante da decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central (BC).
“A reputação do grupo foi atingida por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, informa trecho de um comunicado distribuído à imprensa.
A instituição financeira sustenta que o pedido de recuperação judicial é uma “consequência” de uma crise de liquidez “momentânea”, que teve origem na liquidação do Master.
“O pedido de recuperação judicial é consequência da crise de liquidez momentânea originada a partir de 18 de novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master”, declarou o grupo.
O plano de recuperação judicial apresenta uma dívida de cerca de R$ 4 bilhões. O Fictor pediu uma liminar para que sejam suspensas execuções e bloqueios pelo período de 180 dias, com o intuito de reduzir “o risco de corridas individuais que pressionem ainda mais a liquidez e prejudiquem uma solução coletiva e equanime”.
O caso do Master
Em 17 de novembro de 2025, o Grupo Fictor anunciou que compraria o Banco Master por R$ 3 bilhões. No dia seguinte, no entanto, o Banco Central decretou a liquidação do banco de Daniel Vorcaro.
A liquidação extrajudicial do Master foi decretada, em 18 de novembro de 2025, pelo Banco Central diante de uma investigação sobre supostas fraudes na instituição financeira. A apuração é realizada pela Polícia Federal (PF).
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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