Mulher Melão diz que precisou vetar nomes para musas no Salgueiro

A fase é boa e o cargo é novo. Depois de anos como musa da Grande Rio, Mulher Melão virou a página e desembarcou no Salgueiro com mais responsabilidade. Para o Carnaval 2026, ela trocou o posto tradicional por uma função inédita: diretora de musas da escola do Andaraí.

A missão não era pequena. Coube a ela montar um time de nomes conhecidos e estreantes para desfilar na Sapucaí, reunindo MC Rebecca, Bruna Griphao, Cintia Dicker, Carol Nakamura, Gkay, Tati Barbieri e Lívia Andrade. E, em conversa exclusiva com este colunista do Metrópoles, Melão falou sobre a nova função e o peso do crachá.

Ao comentar a estreia no cargo e o impacto da mudança dentro da escola, a agora diretora fez questão de frisar que não era só o acúmulo de posto, mas de postura.

“Foi uma experiência incrível, foi algo inédito que fiz na minha vida. Quis levar com muita seriedade, seguindo as normas, para mostrar que Salgueiro é uma escola grandiosa, com mulheres lindas representando. Quis somar com o Salgueiro, uma escola que me emociona de estar”, disse.

Na sequência, Melão explicou o critério de escolha do elenco e comparou o grupo a uma convocação de alto nível, com direito a novatas e veteranas dividindo espaço.

“Costumo dizer que é a ‘seleção brasileira de musas’. Selecionei com todo amor e carinho. Quis dar a oportunidade para as meninas que nunca desfilaram também. E fiquei muito feliz de elas terem aceitado e terem confiado em mim. Isso foi sensacional”, falou.

Hora de dizer “não”

O novo status, claro, atraiu pedidos. Segundo ela, não faltou gente interessada em um lugar de destaque no desfile, o que exigiu jogo de cintura e uma coleção de respostas negativas.

“Muita musa, não dá. Tive que dizer vários não. O Salgueiro está fazendo um grande sucesso. Junto com a escola, consegui fazer uma revolução. Sou muito agradecida pelo confiança nesse projeto e sempre vou dar o meu melhor, como estou dando”, revelou.

Além de escalar, Melão também entrou no campo do preparo técnico. Com sua influência, articulou para que a escola bancasse aulas de samba, com o professor Carlinhos Salgueiro (o mesmo de Virginia Fonseca), para todo o time antes do desfile oficial.

“Elas aceitaram o treinamento que dei, contratei o Carlinhos para poder a escola pagar esses treinamento delas. Foi tudo muito maravilhoso e estou feliz com isso”, contou.

Por fim, a diretora (e também musa, ufa!) resumiu como enxerga o Carnaval longe do discurso de festa fácil, reforçando que, para ela, a avenida também é local de trabalho.

“O Carnaval não é só uma brincadeira. É uma coisa séria, tem um campeonato. São pessoas que trabalham, que sonham com isso. É muita emoção envolvida. De verdade, estou muito feliz e o balanço é só felicidade”, concluiu.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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