
Um fitoterápico desenvolvido a partir da quebra-pedra passará a integrar a lista de medicamentos distribuídos pelo pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por muito tempo, a planta tem sido usada no tratamento de distúrbios urinários. Agora, seu uso está destinado para a prevenção e manejo dos cálculos renais.
De acordo com o botânico Guilherme Ceolin, quebra-pedra é o nome popular de um conjunto de ervas do gênero Phyllanthus, conhecidas por suas propriedades medicinais. Como o próprio nome sugere, a planta é tradicionalmente utilizada no combate às chamadas “pedras” nos rins.
“O seu nome científico também dá algumas dicas sobre como reconhecer este conjunto de espécies: phyllanthus vem do grego e significa ‘flores nas folhas’ devido à característica de suas espécies de possuírem as flores (pequenas) entre as folhas”, explica o profissional ao Metrópoles.

Como o quebra-pedra age no organismo
Guilherme afirma que o principal uso do quebra-pedra é como diurético, ajudando a evitar a formação dos extremamente doloridos e desagradáveis cálculos renais.
“Apesar do que o nome popular possa dar a entender, a planta não tem capacidade de ‘quebrar’ os cálculos já formados. A sua atuação medicinal acontece antes, na prevenção da formação do cálculo”, esclarece o botânico.
Além disso, diversas espécies desse grupo também são utilizadas contra males do fígado, como icterícia e hepatite B.

É seguro?
Toda planta forma compostos químicos para se proteger de predadores e combater as doenças que possam comprometer a saúde da própria planta. Neste caso, estes compostos também podem ser usados de forma medicinal pelas pessoas.
Desta forma, Guilherme Ceolin orienta que o chá de quebra-pedra deve ser usado com moderação (não mais de duas semanas) e nunca como única forma de tratamento para as doenças renais e hepáticas.
“Além disso, pessoas com problemas graves, como insuficiência renal e hepática, devem evitar o uso. Em breve, deve entrar em produção o primeiro fitoterápico baseado em compostos encontrados na quebra-pedra, o qual vem sendo desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz e deve ser distribuído pelo SUS”, diz o profissional.
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Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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