Por que treta entre Juliano Floss e Jonas passa do limite no BBB 26

A treta entre Juliano Floss e Jonas Sulzbach saiu do controle e respingou fora da casa do BBB 26. O bate-boca começou após o Sincerão na noite de segunda-feira (2/2), quando a discussão generalizada tomou conta do reality. Durante o embate, Juliano atacou o colega ao dizer que ele “não sabe falar” e ironizou a idade do adversário.

Jonas reagiu aos gritos, trocando acusações e chamando o rival de infantil, soberbo e falso moralista. Em determinado momento da discussão, Jonas se referiu a Juliano como “loirinha” e questionou se o influenciador estaria “afetadinho”. Depois da confusão, o caso ganhou outro peso: Jonas passou a ser acusado de homofobia, e uma queixa-crime foi protocolada pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo, que afirma que o participante teria usado expressões de cunho pejorativo.

O assunto virou pauta no programa Ministério da Fofoca, quando o colunista do Metrópoles, Lucas Pasin, analisou o impacto da discussão dentro e fora do jogo. Ele apontou que rivalidades costumam movimentar o reality, mas avaliou que o embate entre os dois participantes ultrapassou limites ao envolver ataques pessoais.

“É interessante para o jogo ter uma rivalidade entre eles. A gente vê o Juliano e o Jonas em lados opostos e poderia ser muito interessante e a cara de um reality show que a gente gosta de comentar. Só que ultrapassa os limites. Essa coisa de ficar falando muito da idade também não deveria acontecer, por parte do grupo do Juliano, como se fosse um problema. E da parte do Jonas, que vem a homofobia”, disse.

Pasin também relacionou o episódio ao comportamento fora da televisão. O colunista avaliou que conflitos podem gerar entretenimento, mas observou que certas discussões acabam perdendo o propósito quando avançam para ataques que fogem do jogo.

“É um pouco do retrato da nossa sociedade. Poderia ser leve mas, em algum momento, sempre vai para um ponto que acaba perdendo a graça e o sentido do entretenimento. O entretenimento na parte das brigas do jogo, das tretas, acho muito interessante”, afirmou.

Na sequência, o o colunista comentou ainda sobre o nível das discussões dentro do reality e criticou o uso de ofensas relacionadas a preconceitos ou ataques pessoais.

“Quando uma discussão vai para homofobia ou etarismo, é uma briga burra. Quando você não tem argumento inteligentes, quando você não sabe discutir de forma inteligente, o entretenimento fica fraco. A gente gosta de pessoas inteligentes argumentando e perdendo a paciência, isso faz parte do reality”, avaliou.

Por fim, Pasin destacou a gravidade das acusações envolvendo Jonas e reforçou que casos do tipo precisam ser apurados.

“A homofobia é mais grave, é sério os comentários. Precisa ser investigado. O Jonas precisa parar com esses comentários. Quando usam esses preconceitos a briga perde a graça. Gosto do conflito, acho válido e que essa temporada do BBB está muito boa por ter conflitos. Mas, quando extrapola, perde a graça. Gosto de conflitos inteligentes e acho que é isso que falta nos argumentos dos dois”, concluiu.

Limites do jogo

Ainda durante o Ministério da Fofoca, o jornalista Rick Souza também analisou a discussão e avaliou as consequências do embate dentro da dinâmica do reality. Ele diferenciou os ataques feitos pelos participantes e levantou a possibilidade de que a estratégia de jogo esteja por trás das provocações.

“Precisamos ser sinceros: etarismo é uma forma de preconceito, mas não é crime. O que o Jonas está fazendo é crime previso no código penal. E, além disso, é um jogo rasteiro. Ele está tentando cavar a expulsão de alguém, mais uma no caso. Ele não tem capacidade de criar uma boa narrativa e está tentando provocar uma agressão, que percam o controle. Ele quer que saiam do sério e ele está conseguindo”, afirmou.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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