Samba não é o problema: o que falta para Virginia até o Carnaval

A estreia de Virginia Fonseca como rainha de bateria da Grande Rio no primeiro ensaio técnico da escola na Marquês de Sapucaí, no domingo (1º/2), segue rendendo assunto. Durante o recuo da bateria, a influenciadora saiu à frente pela Avenida e deixou o mestre Fafá e os ritmistas para trás, o que foge do protocolo tradicional do posto.

O episódio ganhou repercussão no programa Ministério da Fofoca, onde o colunista do Metrópoles, Lucas Pasin, comentou os bastidores do episódio. Ele afirmou que procurou a equipe da influenciadora após a circulação do vídeo e relatou qual foi a justificativa apresentada.

“Conversei com a equipe da Virginia depois desse vídeo, para saber se eles queriam comentar. Acho que o vídeo já explica muito. O argumento que eles usaram foi que eles tinham ensaiado algo diferente nos ensaios de rua. Quando chegou o primeiro ensaio técnico, o Jayder, que puxa a Virginia de volta para a bateria, mudou isso na hora”, relatou.

Na sequência, o colunista ponderou sobre o argumento apresentado e destacou o que considera regra básica para quem ocupa o cargo de rainha de bateria.

“Entendo esse argumento, realmente pode ter mudado. Mas se tem uma coisa que toda rainha precisa saber, eu não sou rainha de bateria e sei, é que: rainha de bateria anda com bateria. Onde a bateria está, a rainha de bateria está lá”, pontuou.

Lucas também avaliou que o episódio pode indicar falta de preparação para o ensaio técnico e explicou como funciona a organização dentro das escolas de samba.

“Acho que falta ensaio, e esse ensaio técnico mostra isso. Que faltou ensaio. Toda escola de samba tem vários diretores que acompanham tudo. Eles vão sinalizando o que cada pessoa da escola precisa fazer. A Virginia, em uma empolgação e nervosismo, que entendo, precisa ficar de olho. Rainha de bateria não conta ponto, mas não pode atrapalhar a bateria. Não pode sair andando, invadir outros lugares e atrapalhar a escola. Isso faz perder ponto”, explicou.

Lucas Pasin também fez uma ponderação sobre o desempenho de Virginia no quesito samba. O colunista comentou as críticas que colocam em dúvida a evolução da influenciadora na dança e afirmou que, na avaliação dele, houve progresso ao longo da preparação para o Carnaval.

“Queria fazer uma defesa de Virginia de que ela não está sambando. Mentira, está sambando. Quem duvidou que Virginia Fonseca não sambaria até o Carnaval, pode pagar a língua porque ela está sambando, sim. Está sambando muito mais do que outras rainhas de bateria celebridades”, afirmou.

Por fim, o colunista fez um alerta sobre as consequências de atitudes fora do protocolo e reforçou que o papel da rainha de bateria.

“Errar no samba, parar de sambar, não vai fazer a escola perder ponto. Mas isso que a Virginia fez no ensaio técnico é perigoso, porque atrapalha toda a ordem da escola. Se eu posso dar um conselho para ela: Virginia, se a bateria está em um lugar, você tem que estar lá. Não pode sair andando, não pode sair empolgada achando que é um desfile na passarela. Chama rainha de bateria, porque é para ficar grudada na bateria”, aconselhou.

“Cornetada”

O assunto também rendeu comentários do jornalista Rick Souza durante o Ministério da Fofoca. No debate, ele analisou os possíveis impactos da repercussão negativa para a imagem da influenciadora.

“Tudo leva a crer que será o primeiro e último Carnaval de Virginia Fonseca. Não teve nada benéfico para ela nisso. Ela só está recendo corneta, só está passando vergonha, está nitidamente despreparada. Não aprendeu a sambar, não aprendeu os conceitos básicos de um desfile de escola de samba”, disparou.

Na sequência, Rick destacou o tempo de preparação que, segundo ele, a influenciadora teria tido antes do ensaio técnico.

“Só que ela já está há, pelo menos, seis meses sendo preparada para isso. Ok, nervosismo, primeiro desfile na Sapucaí. Mas quem garante que ela não vai ficar ainda mais nervosa quando as arquibancadas estiverem ainda mais cheias? É um precedente extremamente perigoso”, avaliou.

Por fim, o comentarista falou sobre o possível impacto técnico dentro do julgamento das escolas de samba.

“Só ela não faz perder nota. Mas a evolução que ela está ameaçando comprometer, se tiver algum erro semelhante, tira nota”, concluiu.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *