
Na manhã desta quarta-feira (04/2), o cachorro da raça shi tzu morreu na clínica onde recebia tratamento contra uma infecção grave no maxilar, secreção nos olhos e grande dificuldade em se locomover. O cachorro foi levado a uma clínica veterinária em Ceilândia-DF durante a manhã de terça-feira (03/2) após ser deixado sozinho durante 10 dias enquanto o tutor do animal viajava.
A veterinária Elizabeth Alves Da Cunha contou ao Metrópoles que recebeu o animal visivelmente debilitado. Além da dificuldade de locomoção, secreções e a infecção grave, o cachorro também estava bastante sujo e com a região anal cheia de fezes ressecadas que ficaram grudadas no pelo, o que de acordo com ela, indica uma grande negligencia por parte dos tutores.
Diante do quadro do animal, a profissional informou ao dono que o cachorro precisaria permanecer na clínica para tratamento adequado, e alegou que se ele voltasse para casa seria somente para continuar em sofrimento. Em resposta, o tutor disse que o pet não estava sofrendo e que aparentava estabilidade. Elizabeth, então, disse que só liberaria o cachorro mediante a autorização da polícia.
Ainda segundo a veterinária, o responsável se recusou a pagar o restante do tratamento, limitando-se apenas a arcar com o custo da consulta inicial. Como último recurso, a polícia foi acionada sob a justificativa de que o animal só seria entregue se a corporação verificasse que não haviam sinais de maus-tratos e autorizasse o retorno do pet ao lar.
Elizabeth disse que as autoridades estavam a caminho e que o dono, que estava acompanhado da esposa e das filhas, deveriam esperar. Porém, quando os policiais chegaram, o homem já havia deixado o local.
A profissional registrou um boletim de ocorrência na 19ª Delegacia de Polícia (Ceilândia), contra o dono, alegando maus-tratos.
O Metrópoles tentou encontrar a defesa do tutor, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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