
O parecer jurídico que teria alertado sobre os riscos das operações do BRB com o Master é assinado por Jacques Veloso, que gravou um vídeo defendendo, justamente, a compra do Master pelo BRB.
No texto, Veloso teria afirmado que “há que se ressaltar que a observância do índice de liquidez e do índice de Basileia é crucial nas contratações efetuadas pelas instituições financeiras, pois ambos são indicadores essenciais para garantir a solidez e a estabilidade do sistema financeiro. Desta forma, sugere-se sejam os índices apontados considerados quando da deliberação da proposta em comento pela alçada competente”.
Na gravação, revelada pela coluna, no entanto, Jacques Veloso fez coro ao grupo de executivos do BRB que gravou vídeos apontando “vantagens técnicas” da frustrada compra do Master.
“O que eu quero deixar bem claro a todos vocês é que, no que se refere aos aspectos jurídicos da operação, todos os cuidados estão sendo tomados para que essa operação seja feita obedecendo todos os trâmites legais, todos os normativos que são impostos ao BRB como sociedade de economia mista, para que não haja nenhum prejuízo, seja aos funcionários do banco, seja aos controladores da sociedade”, diz Veloso na gravação.
Como mostrou a coluna, os vídeos foram enviados para os próprios servidores do BRB logo após o anúncio da compra do Master e reúnem depoimentos de quadros de diferentes áreas do banco.
A transação acabou barrada pelo Banco Central (BC), que, depois, determinou a liquidação do Banco Master. A negociação passou a ser investigada pela Polícia Federal (PF), com a relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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