
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem externado a aliados preocupação com a disputa pelo Senado em São Paulo e defendido que um dos nomes da direita na corrida seja de perfil mais moderado.
Por enquanto, está acertado entre os partidos do entorno de Tarcísio que um dos candidatos será o deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo. Já o segundo nome ainda está em discussão, após a saída de Eduardo Bolsonaro (PL) da disputa.
O filho “02” de Jair Bolsonaro (PL) tem defendido a candidatura de aliados seus e de perfil mais alinhados ao bolsonarismo, como o deputado estadual Gil Diniz (PL) e os deputados federais Mário Frias (PL) e Marco Feliciano (PL). Ainda no campo da direita, corre por fora o deputado Ricardo Salles (Novo), que não integra o arco de alianças de Tarcísio.
A avaliação do governador é de que a direita corre o risco de não fazer nenhuma cadeira caso entre na disputa somente com nomes tidos mais radicais.
Nome evangélico
O Metrópoles ainda apurou que o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) defende um nome evangélico, o que dá força a Feliciano. Além disso, aliados afirmam que Bolsonaro chegou a prometer ao pastor que ele seria um dos candidatos ao Senado apoiado por ele em São Paulo na eleição deste ano, após Feliciano ser preterido na última disputa com a escolha do astronauta Marcos Pontes para integrar a chapa que elegeu Tarcísio em 2022.
A aliados, Tarcísio tem argumentado que a esquerda pode fazer as duas cadeiras no estado caso se concretize a articulação do PT para uma chapa mais centrista na disputa: os nomes mais cotados como opções para essa composição são Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (Rede) — as duas últimas têm mantido conversas para se transferir ao PSB.
Nesse contexto, o governador não teria segurança do sucesso de Derrite na corrida. Alguns interlocutores de Tarcísio avaliam que o ex-secretário, após deixar a visibilidade que a pasta da segurança lhe dava, pode perder tração até a campanha.
Segundo relatos, o governador de São Paulo tratou do assunto com Bolsonaro na última semana, em visita que fez ao ex-presidente e padrinho político na prisão em Brasília.
Nessa quarta-feira (5/2), ao ser questionado por jornalistas, Tarcísio afirmou que a escolha será feita mais para a frente, em conjunto entre os partidos, e defendeu que seja indicado aquele que estiver melhor pontuando nas pesquisas.
Nesse sentido, uma das opções ventiladas é a deputada Rosana Valle, presidente do PL Mulher em São Paulo e nome defendido pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que chegou a pedir ao presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, incluísse o nome de Rosana nas pesquisas. Apesar disso, aliados do grupo entendem que a parlamentar não deve topar a empreitada.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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