
Termina nesta sexta-feira (6/2) o prazo dado pelo Banco Central para que o Banco de Brasília (BRB) apresente o plano de capital da instituição. Após suposta fraude em carteiras de crédito compradas pelo BRB ao Banco Master, em caso que é investigado pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, o BC determinou, no início de janeiro, que o Banco de Brasília faça o provisionamento de R$ 2,6 bilhões no seu caixa.
O plano deve prever algumas opções de capitalização, como criação de Fundo Imobiliário, empréstimo junto ao Fundo Garantido de Crédito (FGC) e aporte do acionista controlador, o Governo do Distrito Federal (GDF).
Em paralelo, o BRB já iniciou processo de venda de ativos. O banco precisa recompor o balanço até o fim de março, quando deverá divulgá-lo ao mercado. O BRB tem ações na bolsa de valores e, por isso, precisa detalhar as informações financeiras.
Em nota, o BRB informou que fez a liquidação ou substituição de R$ 10 bilhões dos R$ 12 bilhões pagos em carteiras suspeitas de serem inexistentes.
Pacote de vendas
O banco decidiu vender toda a carteira adquirida do Banco Master, segundo o presidente Nelson Antônio de Souza disse ao Metrópoles, na coluna Grande Angular. O pacote inclui carteiras de atacado, pessoas físicas e fundos, que, de acordo com o BRB, está avaliado em R$ 21,9 bilhões.
Um dos imóveis que o BRB adquiriu do Master e agora será colocado à venda é um terreno na Marginal Pinheiros, próximo da Casa Fasano e do complexo Cidade Jardim. A operação de venda é realizada pela BRB Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A (BRB DTVM).
Segundo o presidente, se a venda dos ativos for efetivada, o BRB não precisará de aporte do Governo do Distrito Federal (GDF), outra opção estudada pela instituição.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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