
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (6/2) que a taxa de juros está restritiva em um patamar que pode comprometer o trabalho fiscal feito pelo governo.
Atualmente, a taxa de juros brasileira está em15% ao ano. Essa não é a primeira vez que o ministro fala sobre a necessidade de política fiscal e monetária caminharem juntas.
“Taxa de juros está restritiva em um patamar que pode comprometer, inclusive, o trabalho fiscal. Porque, a partir do momento que a economia começar a desacelerar demais, você vai ter um rebatimento na política fiscal“, destacou em evento do PT, em Salvador.
Haddad está de férias do cargo de ministro e afirmou que as declarações não representam o Ministério da Fazenda.
De acordo com ele, a sinalização que foi feita na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), de corte de juros no próximo encontro, mostra que a trajetória de afrouxamento da política monetária vai acontecer de forma consistente.
Segundo Haddad, apenas os diretores do Banco Central (BC), que compõem do Copom e são responsáveis por decidir a taxa de juros, é que sabem e conhecem todos os dados.
“Quem está naquela cadeira sabe onde está apertando o calo. Tenho dito, desde o ano passado, que eu achava que já era hora de começar pensar em uma trajetória consistente para não voltar mais. Nós temos de ir para o juro de um dígito e nunca mais pensar em juro de dois dígitos no Brasil”, defendeu.
Em outra ocasião, Haddad havia afirmado que, se fosse diretor do BC, teria votado pelo corte de juros.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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