
Quando João Miguel foi brutalmente assassinado, nem o pai nem a mãe puderam estar presentes na cerimônia fúnebre.João Francisco estava preso e não foi autorizado a comparecer ao velório e sepultamento por falta de escolta policial, enquanto Daniela Soares, mãe do menino, havia sido detida dias antes, após um mandado de prisão ser expedido pela Justiça do Amazonas. Ela é investigada por suposta ligação com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com Guilherme Augusto Nascimento da Silva, advogado de defesa de Francisco, a soltura do pai foi possível graças a uma decisão judicial que desclassificou a acusação de tentativa de homicídio, pela qual ele respondia, para lesão corporal.
O pai do garoto estava detido no Complexo Penitenciário da Papuda desde fevereiro de 2024 por, supostamente, ter tentado matar o cunhado. Segundo depoimento da irmã dele à Polícia Civil (PCDF), o crime ocorreu porque Carlos Alberto, companheiro dela à época, a agredia. Essa seria a motivação para rusgas entre o irmão dela o marido.
As versões sobre a motivação do crime são conflituosas. No dia da tentativa de homicídio, a dupla teve uma discussão. Segundo a irmã do autor dos disparos, Carlos teria confidencializado a ela que esfaquearia João Francisco se ele não tivesse fugido da briga. Mais tarde naquela data, João foi tirar satisfações com o cunhado e acabou abrindo fogo contra ele.
Carlos, contudo, negou os fatos. À PCDF ele informou que depois do conflito, teria saído para defecar ao lado do “barraco” onde morava e foi surpreendido pelo autor dos disparos.
O alvará de soltura foi expedido nessa sexta-feira (6/2), permitindo que João Francisco finalmente prestasse suas últimas homenagens ao filho.
Relembre o caso de João Miguel:
A motivação do crime, segundo a investigação, teria sido uma série de pequenos furtos cometidos por João Miguel na residência de Jackson, incluindo o sumiço de um cavalo, que teria sido o estopim da tragédia.
A adolescente de 16 anos chamou o menino para fumar narguilé, o puxou pelo pescoço com uma corda, enquanto outro menor deu tapas e colocou um vestido na boca dele, causando asfixia. Após a morte, o corpo foi amarrado, vendado e colocado em um tonel antes de ser levado para a mata. Jackson responde por ocultação de cadáver e corrupção de menores.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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