Responsáveis por piscina deixaram academia após aluna ser intoxicada

Divulgação/PC
Imagem colorida fachada academia interditada pela Polícia Civil

Uma aluna morreu e pelo menos outras cinco pessoas ficaram internadas após inalação de gases tóxicos na academia C4 Gym, na Rua Bartolomeu Corrêa Bueno, em São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência, os responsáveis pelo estabelecimento não estavam no local e o prédio estava fechado quando as equipes chegaram.

Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, veio a óbito após passar mal durante uma aula de natação, enquanto outras pessoas, incluindo o marido dela, foram hospitalizadas em estado grave.

Segundo relatos, Juliana e Vinícius de Oliveira sentiram mal-estar ainda dentro da piscina e comunicaram o professor responsável. No entanto, não houve comunicação formal do estabelecimento às autoridades de segurança.

Mesmo debilitados, os dois decidiram buscar atendimento por conta própria no Hospital Santa Helena, em Santo André. Na unidade, Juliana sofreu parada cardíaca e não resistiu. Outras duas vítimas, incluindo um menor de idade, foram levadas ao Hospital Vila Alpina, também em estado grave.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para verificar a possível contaminação da água por cloro ou outro gás químico. No entanto, ao chegar à academia na noite desse sábado (7/2), a equipe encontrou o local fechado e não conseguiu contato com os responsáveis. Apenas neste domingo (8/2), os bombeiros conseguiram romper a porta da academia para permitir a perícia.

A Polícia Civil de Santo André investiga o caso, registrado na 6ª Delegacia. Segundo a corporação, houve dificuldade em localizar os administradores. De acordo com o boletim, a polícia só tomou conhecimento do caso durante a elaboração da ocorrência, sem qualquer aviso prévio por parte dos responsáveis pelo estabelecimento. Além disso, os agentes não conseguiram contato com os donos, que foram acionados por um funcionário.

Em nota, a direção da C4 Gym afirmou lamentar o ocorrido e disse estar colaborando com as investigações, além de manter contato com as vítimas.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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